<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9179845251329536803</id><updated>2011-08-02T00:37:53.251+01:00</updated><category term='Oliver Twist'/><category term='Lídia Jorge'/><category term='Margarida Cardoso'/><category term='Roman Polanski'/><category term='A Costa dos Murmúrios'/><category term='David Lean'/><category term='Charles Dickens'/><title type='text'>CINEMA E LITERATURA EUROPEIA</title><subtitle type='html'>Workshop sobre Cinema e Literatura Europeia, realizado na Reitoria da Universidade Clássica, promovida por "Europa Viva". Entre Outubro de 2009 e Janeiro de 2010. Sessões às segundas-feiras, entre as 18,30 e as 21,30 horas. Entrada livre.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lauro António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10809594794377056368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9179845251329536803.post-4253480044928685789</id><published>2009-11-16T23:55:00.004Z</published><updated>2009-11-17T00:41:36.814Z</updated><title type='text'>VICTOR HUGO E OS MISERÁVEIS NO CINEMA</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 445px; DISPLAY: block; HEIGHT: 374px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861595908715842" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_DxKNUI/AAAAAAAAImo/V0th-_8OtlI/s400/delacroix%2520liberty.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;NOS 200 ANOS DO NASCIMENTO DE VICTOR HUGO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 439px; DISPLAY: block; HEIGHT: 499px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861590739913458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs-wg0ivI/AAAAAAAAImg/RWdSt889DyA/s400/25_victor_hugo.jpg" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;VITOR HUGO: OS CLAROS-ESCUROS DE UMA BIOGRAFIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Exprimir a humanidade numa obra cíclica; pintá-la sob todos os seus aspectos, os quais se resumem num único e imenso movimento de ascensão para a luz: fazer aparecer numa espécie de espelho sombrio e claro essa grande figura una e múltipla, fatal e sagrada: o homem."&lt;br /&gt;Esta "declaração de intenções" da Légende des siècles poderia resumir toda a obra deste autor, nascido há 200 anos. Vista na sua globalidade, ela parece hoje indicar-nos que Vítor Hugo nunca deixou de tentar aprofundar a questão do homem e da humanidade, na grandeza e miséria. E, fazendo-o, Vítor Hugo naturalmente estava a falar de si mesmo, das suas contradições e paradoxos. Mas sabia igualmente que o seu século, crente no progresso das idéias e das técnicas, era uma época em que o ser humano era posto à prova, diante dos seus limites. Por isso muitos souberam reconhecer em Vítor Hugo a figura tutelar de uma era - da França, que se desejava centro do mundo, da Europa que aparecia triunfante, e do Mundo que parecia então cada vez mais unido na busca de ideais comuns.&lt;br /&gt;Vítor Hugo, figura admirável, exemplar, para muitos um verdadeiro génio, para outros uma herança demasiado pesada e excessiva: compararam-no ao Himalaia; chamaram-lhe "oceano" de versos; aos 26 anos tinha dez volumes de obras completas; três anos depois, concebia o projecto de 29 dramas; as suas obres completas totalizam cerca de doze mil páginas e abrangem todos os géneros literários da sua época; além disso, deixou milhares de desenhos, imagens alucinantes, muitas delas traçadas contra a pena de morte; segundo um dos seus biógrafos, seriam necessários 20 anos, e 14 horas por dia, para ler todas as obras que lhe foram consagradas e que estão depositadas na Biblioteca Nacional de Paris.&lt;br /&gt;Foi um homem de paixões - pelas ideias, pelos grandes combates, pela glória, literária e política, pelas mulheres. A Juliette Drouet, uma paixão que durou 50 anos, escreveu um dia: "Tenho dois dias de nascimento, ambos em Fevereiro. Nasci da primeira vez nos braços da minha mãe, em 28 de Fevereiro de 1802, e da segunda vez para o amor, a 16 de Fevereiro de 1833, nos teus braços. O primeiro nascimento deu-me a luz, o segundo deu-me a chama." Tanto em vida como ao longo deste dois séculos, foi tão amado como detestado. Jean Cocteau, por exemplo, costumava dizer que "Vítor Hugo era um louco que julgava ser Vítor Hugo". Mas quando perguntaram a André Gide quem era o maior poeta francês, ele respondeu: "Vítor Hugo, ai de mim!" E Flaubert dizia: "Há pessoas perante as quais nos devemos inclinar e dizer-lhes, Depois de si, senhor. Vítor Hugo é um deles."&lt;br /&gt;Mas hoje, quem o lê e que parte da sua imensa obra sobrevive realmente? Talvez se leia apenas Os Miseráveis e se conheça a história de Notre-Dame de Paris pelo cinema - os excessos verbais do romântico Hugo constituem uma digestão difícil para os leitores que são sobretudo consumidores de TV. Quanto ao resto de uma obra gigantesca, essa ficou apenas para os estudiosos da literatura, em França como noutros países.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, as comemorações do duplo centenário envolvem exposições, espectáculos, conferências, a publicação de numerosas biografias, sem esquecer o indispensável merchandising, celebrando a grande figura de republicano, o homem inspirado, o "profeta" de uma Europa unida e de uma desejada e futura paz universal, o humanista que se bateu contra a exploração dos pobres e contra a pena de morte, contra os tiranos e os privilegiados, o orador de espantosos discursos radicais.&lt;br /&gt;Vítor Hugo foi tudo isso e também o seu contrário - o celebrante do progresso científico foi igualmente frequentador de sessões de espiritismo; o "pai da república" assistiu em Reims à sagração de Carlos X e desejou ser conselheiro de príncipe, sob Luis Filipe; foi visconde e par de França, deputado e senador, liberal e poeta revolucionário; sofreu com o exílio e sonhou com as honrarias do poder e do público; foi legitimista, liberal, orleanista, bonapartista e depois republicano; foi um homem rico mas avarento; um crente fervoroso em Deus mas um feroz anticlerical, que recusou as orações da Igreja mesmo na hora da morte.&lt;br /&gt;Como ficar imune aos apelos do destino e aos acontecimentos de uma época tão perturbada nos seus acontecimentos históricos? Os primeiros anos de vida do pequeno Vítor sofreram as andanças do pai, oficial do exército, de guarnição em guarnição. Os sabres, os uniformes, o heroísmo das batalhas, que ouviu contar, marcaram para sempre a memória do futuro poeta e romancista. Mas também as reviravoltas da fortuna: ontem a glória, hoje a pobreza e o exílio. Vítor Hugo viu a sua vida, desde o seu início, ligada ao curso da História: antes de completar 20 anos conheceu três regimes, viu os cossacos nas margens do Sena e a França em declínio. Um cenário que favorecia as maiores paixões românticas. Na poesia, no teatro, no romance, naturalmente. E ele tinha talento bastante para todas essas expressões, sempre dramáticas. Drama, também presente na vida privada: Adèle, a prima, com quem casa aos 20 anos, e com quem vive um amor tranquilo, cede ao assédio de Sainte-Beuve; a filha Léopoldine morre afogada aos 15 anos (e todos os anos, no aniversário da morte, o pai Hugo escreve-lhe um poema); Adèle, a segunda filha, mergulha na depressão; Charles, o primeiro filho, morre em 1871; François-Victor, o segundo, em 1873...&lt;br /&gt;De todas estas dores, mas igualmente das conquistas e dos sonhos concretizados ou por realizar, ele construiu a sua obra. No seu testamento, em que doava 50 mil francos aos pobres, deixou registado que recusava "a oração de todas as igrejas" mas pedia "uma oração a todas as almas". "Creio em Deus. Vítor Hugo." As últimas palavras foram para a neta: "Adeus, Jeanne." Antes de depositarem o seu corpo no Panteão Nacional, ergueram-lhe um majestoso catafalco sob o Arco do Triunfo. Aí acorreu um, talvez dois milhões de franceses, não apenas os parisienses. Vítor Hugo tornava-se ele próprio uma legenda do século XIX - para os séculos seguintes.&lt;br /&gt;ANTÓNIO CARVALHO, In “Diário de Notícias”, no dia 24 de Fevereiro de 2002&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRcE8EbI/AAAAAAAAIng/7eK_Ca8KxnY/s1600/PF_1949029~Poster-Advertising-the-Publication-of-Les-Miserables-by-Victor-Hugo-1886-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861911671771570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRcE8EbI/AAAAAAAAIng/7eK_Ca8KxnY/s400/PF_1949029~Poster-Advertising-the-Publication-of-Les-Miserables-by-Victor-Hugo-1886-Posters.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;VIDA E OBRA DE VICTOR HUGO: CRONOLOGIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1802. 26 de Fevereiro: em Besançon, França, nasce Victor Marie, terceiro filho de Léopold e Sophie Hugo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1819. Obtém o Lírio de Ouro nos jogos florais de Toulouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1821. Morte da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1822-24. Publicação das Odes et poésies diverses. Casa-se com Adèle Foucher. Han d'Islande, Nouvelles odes. Nasce a filha Léopoldine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1826. Odes et ballades. Nasce o filho Charles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1827. L'Ode à la colonne de la place Vendöme e a peça Cromwell, cujo prefácio constitui um manifesto do novo romantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1828. Morte do pai. Nasce o filho François-Victor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1829. Les Orientales, Le Dernier jour d'un condamné e Marion de Lorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1830. Polémica entre clássicos e românticos a propósito da peça Hernani. Nasce filha Adèle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1831. Notre-Dame de Paris e Les Feuilles d'automne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1832-41. Le Roi s'amuse, Lucrèce Borgia e Marie Tudor. Início da ligação com a actriz Juliette Drouet (durará 50 anos). Claude Gueux, Les Chants du crépuscule, Les Voix intérieures, Les Rayons et les nombres, Le Retour de l'Empereur. Eleito para a Academia Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1843. Morre a filha Léopoldine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1845-50. Nomeado par de França, reclama o fim do exílio dos Bonaparte.Eleito deputado em Paris, na lista dos conservadores, deputado à Assembleia Legislativa e aproximação à esquerda. Discursa sobre o tema "A miséria". Preside ao Congresso Internacional da Paz.Discursos sobre a liberdade de ensino, liberdade de imprensa e sufrágio universal. Alinha na esquerda da Assembleia. Intensa produção de desenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1851-70. Visita a população miserável de Lille. Discursa contra a revisão da Constituição. Os dois filhos são presos por delito de imprensa. Tenta organizar a resistênca ao golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte; exila-se sucessivamente em Bruxelas, Jersey e Guernesey. Panfleto: Napoléon le Petit.Escritos políticos e Châtiments. Escreve Les Misérables, publicado em 1862. Início das sessões de espiritismo em Jersey. Recusa amnistia de Napoleão III. William Shakespeare, Les Chansons des rues e de bois, Les Travailleurs de la mer. Escreve Paris, introdução ao Paris-Guide da Exposição Universal. La Voix de Guernesey. Adèle morre em Bruxelas. Os filhos fundam Le Rappel, jornal da oposição. Romance: L'Homme qui rit. Com a Proclamação da República, regressa triunfalmente a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1871-82. Eleito deputado por Paris. Demite-se da Assembleia em Bordéus. Morte brutal do filho Charles. Reside em Bruxelas. Expulso por ter dado asilo a homens da Comuna, passa para o Luxemburgo e regressa depois a Paris. A filha Adèle é internada em Saint-Mandée. L'Année terrible.Morte do filho François-Victor. Quatrevingt-treize.Eleito senadorde Paris. Bate-se pela amnistia dos homens da Comuna. L'Art d'être grand-père e Histoire d'un crime. Le Pape. Congestão cerebral. La Pitié suprême, Réligions et réligion, L'Âne. Homenagem popular nos 80 anos. Les Quatre vents de l'esprit. Reeleito senador. Torquemada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1885. 22 de Maio: Morte de Vítor Hugo. Funerais nacionais a 1 de Junho, acompanhados por uma imensa multidão de franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTÓNIO CARVALHO, in “Diário de Notícias”, no dia 24 de Fevereiro de 2002 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRf0c59I/AAAAAAAAIno/AOxhPd41yRE/s1600/miseraveis%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861912676362194" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRf0c59I/AAAAAAAAIno/AOxhPd41yRE/s400/miseraveis%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;OBRAS DE VICTOR HUGO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1819 - LES DESTINS DE LA VENDEE, ODE&lt;br /&gt;1820 - LE GENIE.&lt;br /&gt;- LA MORT DU DUC DE BERRY.&lt;br /&gt;- LA NAISSANCE DU DUC DE BORDEAUX&lt;br /&gt;1821 - ODES&lt;br /&gt;1822 - BONAPARTE.&lt;br /&gt;- MOÏSE SUR LE NIL&lt;br /&gt;1823 - HAN D' ISLANDE, 4 VOL.&lt;br /&gt;1825 - LE SACRE DE CHARLES X&lt;br /&gt;1826 - BUG-JARGAL&lt;br /&gt;1826 - ODES ET BALLADES, 2 VOL.&lt;br /&gt;1827 - À LA COLONNE DE LA PLACE VENDOME&lt;br /&gt;1827 - CROMWELL&lt;br /&gt;1829 - HERNANI&lt;br /&gt;1829 - LE DERNIER JOUR D'UN CONDAMNE.&lt;br /&gt;- CLAUDE GUEUX&lt;br /&gt;1829 - LES ORIENTALES&lt;br /&gt;1830 - L'AUMONE&lt;br /&gt;1831 - LES FEUILLES D'AUTOMNE&lt;br /&gt;1831 - MARION DELORME&lt;br /&gt;1831 - NOTRE-DAME DE PARIS&lt;br /&gt;1832 - LE ROI S'AMUSE&lt;br /&gt;1832 - LUCRECE BORGIA.&lt;br /&gt;- MARIE TUDOR&lt;br /&gt;1834 - CLAUDE GUEUX&lt;br /&gt;1834 - ÉTUDE SUR MIRABEAU.&lt;br /&gt;- LITTERATURE ET PHILOSOPHIE MELEES, 2 VOL.&lt;br /&gt;1835 - ANGELO&lt;br /&gt;1835 - LES CHANTS DU CREPUSCULE&lt;br /&gt;1836 - LA ESMERALDA&lt;br /&gt;1837 - LES VOIX INTERIEURES&lt;br /&gt;1838 - RUY-BLAS&lt;br /&gt;1840 - LES RAYONS ET LES OMBRES.&lt;br /&gt;- LE RETOUR DE L'EMPEREUR&lt;br /&gt;1842 - LE RHIN, 2 VOL.&lt;br /&gt;1843 - LES BURGRAVES&lt;br /&gt;1851 - TREIZE DISCOURS&lt;br /&gt;1852 - NAPOLEON LE PETIT&lt;br /&gt;1853 - LES CHATIMENTS&lt;br /&gt;1853 - ŒUVRES ORATOIRES ET DISCOURS DE L'EXIL, BRUXELLES&lt;br /&gt;1855 - LE BEAU PECOPIN ET LA BELLE BAULDOUR&lt;br /&gt;1856 - LES CONTEMPLATIONS, 2 VOL.&lt;br /&gt;1859 - LA LEGENDE DES SIECLES, 2 VOL.&lt;br /&gt;1861 - JOHN BROWN&lt;br /&gt;1862 - LES ENFANTS&lt;br /&gt;1862 - LES MISERABLES, 10 VOL.&lt;br /&gt;1864 - WILLIAM SHAKESPEARE&lt;br /&gt;1865 - LA CHANSON DES RUES ET DES BOIS&lt;br /&gt;1866 - LES TRAVAILLEURS DE LA MER&lt;br /&gt;1867 - PARIS&lt;br /&gt;1868 - LE CHRIST DU VATICAN&lt;br /&gt;1869 - L'HOMME QUI RIT, 2 VOL.&lt;br /&gt;1872 - L'ANNEE TERRIBLE&lt;br /&gt;1873 - LA LIBERATION DU TERRITOIRE&lt;br /&gt;1874 - MES FILS&lt;br /&gt;1874 - QUATRE-VING-TREIZE, 3 VOL.&lt;br /&gt;1875 - ACTES ET PAROLES&lt;br /&gt;1877 - L'ART D'ETRE GRAND PERE.&lt;br /&gt;- LE LIVRE DES ENFANTS&lt;br /&gt;1877 - L'EXPIATION. HISTOIRE D'UN CRIME&lt;br /&gt;1878 - DISCOURS POUR VOLTAIRE.&lt;br /&gt;- LE DOMAINE PUBLIC PAYANT&lt;br /&gt;1878 - LE PAPE&lt;br /&gt;1879 - LA PITIE SUPREME&lt;br /&gt;1880 - L'ANE. RELIGION ET RELIGIONS&lt;br /&gt;1881 - LES QUATRE VENTS DE L'ESPRIT&lt;br /&gt;1882 - TORQUEMADA&lt;br /&gt;1883 - L'ARCHIPEL DE LA MANCHE &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;REALISTAS E ANIMADOS&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em boa verdade, não creio que exista um género "Vítor Hugo" no cinema. A imponência do escritor não se traduz num corpo de títulos minimamente coerente, nem sequer numa imagem de marca tão forte ou tão singularmente cinematográfica como podem ser, por exemplo, Tarzan, ou James Bond. Há uma razão, óbvia e paradoxal, para que tal aconteça. De facto, os livros de Vítor Hugo são dos mais frequentemente adaptados ao cinema, sendo possível, desde o período mudo à actualidade, encontrar mais de sete dezenas de produções. Este número aproxima-se da centena, se incluirmos as adaptações televisivas, a mais recente das quais, a minissérie francesa Les Misérables (2000), dirigida por Josée Dayan, com Gérard Depardieu no papel de Jean Valjean, pode servir de bom (mau) exemplo do modo como as maiores mediocridades audiovisuais tentam caucionar-se através dos clássicos da literatura.&lt;br /&gt;Do realismo à fantasia, a diversidade justifica que digamos que, em última instância, o cinema passou a inspirar-se menos na obra de Vítor Hugo e a servir mais como veículo de um imaginário que essa mesma obra enquadra.&lt;br /&gt;E bastará citar o caso exemplar da adaptação de O Corcunda de Notre-Dame, lançada pelos Estúdios Disney, em 1996. Sob direcção de Gary Trousdale e Kirk Wise (os mesmos que, cinco anos antes, tinham assinado o emblemático A Bela e o Monstro), o filme foi muitas vezes avaliado a partir das suas muitas infidelidades ao "espírito" e à "letra" da obra original. Seria, talvez, inevitável. Em todo o caso, a verdadeira identidade de um espectáculo como este está muito para além de qualquer "transcrição" literária, nascendo antes de um cruzamento festivo de referências que vão desde a tradição do desenho animado até ao musical da Broadway e do West End londrino (com marcas inevitáveis de Les Misérables, de Alain Boublil e Claude-Michel Schonberg). Recriado por obra e graça do desenho animado, não deixa de ser curioso recordar que O Corcunda de Notre-Dame é, justamente, uma das obras de Vítor Hugo que deram origem a algumas das mais célebres versões cinematográficas. E desde os tempos mais remotos: a lendária Theda Bara foi Esmeralda em The Darling of Paris, um título de 1916. Três dos mais intensos, e também mais populares, Quasímodos pertenceram a Lon Chaney (com direcção de Wallace Worsley, 1923), Charles Laughton (William Dieterle, 1939) e Anthony Quinn (Jean Delannoy, 1956): os dois primeiros, provenientes de Hollywood; o terceiro, uma co-produção de França e Itália.&lt;br /&gt;Entretanto, a personagem de Jean Valjean tem servido de veículo a alguns dos mais conhecidos actores franceses de todas as épocas, desde Harry Baur (Raymon Bernard, 1934) a Jean-Paul Belmondo (Claude Lelouch, 1994, uma penosa "modernização" da intriga), passando por Jean Gabin (Jean-Paul Le Chanois, 1958) e Lino Ventura (Robert Hossein, 1982). Provavelmente, a mais notável versão de Les Misérables continua a ser a americana de 1935, com Fredric March e Charles Laughton. Trata-se de uma realização de Richard Boleslawski, cineasta americano de origem polaca com uma formação teatral muito ligada a Stanislavski. Entre outras notáveis contribuições, esse é um filme fotografado por Gregg Toland, o mesmo que, seis anos mais tarde, faria O Mundo a Seus Pés, com Orson Welles. Et pour cause...&lt;br /&gt;JOÃO LOPES, in “Diário de Notícias”, no dia 24 de Fevereiro de 2002&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRAalOCI/AAAAAAAAInY/mm5ZJNPupgI/s1600/Poster%2520-%2520Les%2520Miserables%2520(1935)_03.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861904246356002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtRAalOCI/AAAAAAAAInY/mm5ZJNPupgI/s400/Poster%2520-%2520Les%2520Miserables%2520(1935)_03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;VICTOR HUGO NO CINEMA&lt;br /&gt;Perante a riqueza e a variedade da obra de Victor Hugo é fácil imaginar como o cinema se lançou numa luxuriante e fecunda série de adaptações. Ainda mais se tivermos em conta que um romance como Os Miseráveis detém sem dúvida, depois de Os três Mosqueteiros, e o Conde de Monte Cristo, o recorde de adaptações ao cinema. Mas isso não é tudo. É apenas a ponta do iceberg!&lt;br /&gt;Comecemos por alguns números : é fiável ... Contemos desde 1905 e até 1988 qualquer coisa como a módica quantia de umas cinquenta adaptações, entre romances e teatro (mas regressaremos a este último). Podemos continuar até 1999, se acrescentarmos uma quinzena de telefilmes. E mais uma dúzia se considerarmos a dupla Hugo + Verdi (Hernani, Rigoletto, ou seja, Le Roi s’amuse). E, se quisermos ser mais papistas do que o Papa, podemos ainda responsabilizar o romancista pela dúzia de filmes inspirados em Lucrécia Borgia. Em resumo, a pouca distância ficaremos da centena…&lt;br /&gt;Continuemos com um pequeno circuito geográfico : a França é detentora do recorde de adaptações (19), à frente dos Estados Unidos (13). A uma boa distância, a Itália (4), sem contar com os filmes adaptados de Verdi), a Inglaterra (1) e a Rússia (1). Surpresa: o Japão (2), a Índia (1), o Egipto (1) e o México (1) também se interessaram por Hugo.&lt;br /&gt;Continuando impelidos por um gosto perverso pelos números, poderemos verificar que o cinema mudo, com cerca de vinte adaptações, está praticamente empatado com o sonoro (menos de trinta, não incluindo a televisão).&lt;br /&gt;Mas não nos deixemos iludir pelos números : neste conjunto, Os Miseráveis, com cerca de vinte adaptações (mais três telefilmes) fica com a fatia maior, muito à frente de Notre Dame de Paris (dez adaptações e um telefilme).&lt;br /&gt;Os restantes romances, em conjunto, não chegam a atingir este último número : três adaptações de O Homem que ri, duas de Travailleurs de la mer e uma de Quatre-Vingt-Treize.&lt;br /&gt;Relativamente ao teatro, a coisa é mais complexa : temos de distinguir entre a peça filmada (o que é o caso da maioria das adaptações televisivas) e um filme que é mais do que uma simples imitação. Nem sempre é fácil e o resultado toca frequentemente o arbitrário. Ruy Blas tem a dianteira com cinco adaptações, seguido de Marion de Lorme (2), Hernani (1), Marie Tudor (1). Recusamo-nos a fazer a distinção entre Le Roi s’amuse e Rigoletto (apesar das sete adaptações da ópera de Verdi). Da mesma forma, não atribuiremos aqui à autoria de Hugo a dúzia de filmes (sem contar com alguns eróticos) inspirados nas aventuras da bela e cruel Lucrecia Bórgia.&lt;br /&gt;Tudo começa com duas mulheres ; em 1905, Alice Guy filma Esmeralda com um título homónimo. Continuamos, dois anos mais tarde, com O Caminhante (ou O Vagabundo), uma produção da Pathé onde se vê Jean Valjean roubar Monsenhor Myriel. A partir de 1909, os Estados Unidos aceitam o desafio e James Stuart Blacktton realiza Ruy Blas, seguido, em 1910, da primeira versão americana de Os Miseráveis tendo por título O Condenado das Galés. Os anos 1910 serão, em França, os anos Capellani. O profícuo cineasta (1870-1931), como bom adorador de Hugo que parece ser, realiza uns atrás dos outros: Hernani (1910), que se mantém até hoje a única adaptação, Notre Dame de Paris (1911) e, imaginem só, no ano de 1912 : Les Misérables, Manon de Lorme, Marie Tudor. Atira-se com denodo a Quatre-Vingt-Treize em 1914, filme maldito, proibido pela censura durante a guerra, só visível em 1921 e co-assinado por André Antoine que tinha realizado em 1918 a única versão “clássica” de Travailleurs de la mer.&lt;br /&gt;Entre o corcunda de Notre Dame e o condenado às galés dos esgotos, entre a cigana perseguida e a criança mártir, a cronologia impõe-nos, portanto que comecemos pelo romance medieval. Cada realizador hesita entre Esmeralda e Quasimodo. Gordon Edwards dá à primeira, em 1916, os traços de Theda Bara, a primeira "vamp" do cinema. William Dieterle, em 1939, os da esplendorosa Maureen O'Hara e Jean Delannoy as formas generosas de Gina Lollobrigida, em 1956. Lon Chaney (com Wallace Worsley, em 1923), Anthony Quinn (com Jean Delannoy) foram Quasimodo como Hugo teria gostado, entre o grotesco e o sublime.&lt;br /&gt;E que dizer dos Jean Valjean: um actor de western (Frank Lloyd, 1918), Gabriel Gabrio, um "mau" do cinema francês dos anos 1930 (Henri Fescourt, 1925), Frédéric March, habitual em papeis heróicos (Richard Bleslawski, 1935), Gino Cervi, um lenhador transalpino (Riccardo Freda, 1947). E depois o trio francês, Harry Baur (Raymond Bernard, 1934), Jean Gabin (Jean-Paul Le Chanois, 1958), Lino Ventura (Robert Hossein, 1982).&lt;br /&gt;No capítulo das curiosidades, uma adaptação russa do episódio das barricadas (Gavroche, T. Loukachevitch, 1937), uma acção transposta para o Egipto nos anos 1940 (Kamal Selim, 1944), o grande actor japonês Sessue Hayakawa incarna um Valjean em quimono (D. Ito et M. Makino, 1949), sem esquecer um improvável Belmondo numa versão não menos improvável modernizada de Claude Lelouch (1994).&lt;br /&gt;Quanto ao resto, o balanço é fraco, entre filmes mudos impossíveis de serem vistos e o teatro filmado. No entanto, podemos destacar Ruy Blas de Pierre Billon (1947), numa adaptação de Jean Cocteau. Belo filme de capa e espada com um Jean Marais de falas empolgantes e espada desembaínhada, " verme apaixonado" pela estrela Danielle Darrieux. Alguns poderão preferir a dupla irresistível formada por De Funès e Montand em A Mania das Grandezas, um pastiche magnífico de Gérard Oury (1971). Não podemos, no entanto, esquecer – embora na verdade esteja um pouco longe de Hugo – o Don César de Bazan de Riccardo Freda (1942).&lt;br /&gt;Será que vamos terminar com a televisão? Os maiores tocaram levemente em Hugo: Claude Barma (em 1965 e em 1972) com Ruy Blas, Raymond Rouleau (em 1976) com Hernani, Marcel Bluwal (em 1972) com Les Misérables. E que dizer da Lucrécia Borgia d'Abel Gance (1966) se não que ela se assemelha muito à sua Lucrécia Borgia de 1935 : ou seja, a grande distância de Hugo?&lt;br /&gt;É claro que podemos levar a coisa aos extremos se referirmos Disney (O Corcunda de Notre Dame, 1996) ou rirmos violentamente com Patrick Timsit (Quasimodo d'El Paris, 1998). Mas se for para brincar, então escolhamos Rigoletto, na versão Carmine Gallone (1946) com um sumptuoso Tito Gobbi. E se for para chorar, debrucemo-nos sobre o último Hugo apresentado em écran, mas um écran bem pequeno : a lamentável adaptação de Os Miseráveis feita por José Dayan. Estamos no nosso direito de preferir à teleasta bulímica de Hugo e de Dumas a pioneira do cinema que foi, em 1905, Alice Guy.&lt;br /&gt;CLAUDE AZIZA, por ocasião do “Ciclo Victor Hugo” em Janeiro 2002.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Claude Aziza é historiador, escritor, professor universitário, colaborador do Canal+ e da Enciclopédia Larousse e ainda responsável do Departamento Mediação Cultural da Universidade Sorbonne Nouvelle. Tendo publicado crónicas em diversos jornais como o Le Monde&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtQ_Nmp4I/AAAAAAAAInQ/iEFW8v_lVd8/s1600/les-miserables4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861903923488642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtQ_Nmp4I/AAAAAAAAInQ/iEFW8v_lVd8/s400/les-miserables4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;VICTOR HUGO NO CINEMA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;FILMOGRAFIA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obras audiovisuais, cinema e vídeo, retiradas de títulos de Victor Hugo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1905 – ESMERALDA (NOTRE-DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Realização: Alice Guy (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Denise Becker (Esmeralda), Henry Vorins (Quasimodo), etc.&lt;br /&gt;10 minutos.&lt;br /&gt;1907 - SUR LA BARRICADE (Les Misérables) (FR, 1907)&lt;br /&gt;Realização: atribuida a Alice Guy (França)&lt;br /&gt;4 minutos.&lt;br /&gt;1909 – THE DUKE'S JESTER OR A FOOL'S REVENGE (LE ROI S'AMUSE)&lt;br /&gt;Realização: J. Stuart Blackton (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Maurice Costello, William Humphrey, etc.&lt;br /&gt;1909 – A FOOL'S REVENGE (LE ROI S'AMUSE)&lt;br /&gt;Realização: D.W. Griffith (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Linda Arvidson, John Compson, Florence Lawrence, Marion Leonard, Fred Mace, Owen Moore, Vivien Prescott, Mack Sennett, etc.&lt;br /&gt;11 minutos.&lt;br /&gt;1909 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: J. Stuart Blackton (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: William V. Ranous (Javert), Maurice Costello (Jean Valjean), Hazel Neason, etc.&lt;br /&gt;1909 – RUY BLAS&lt;br /&gt;Realização: J. Stuart Blackton (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: William Humphrey, Maurice Costello, Julia Arthur, John G. Adolfi, etc.&lt;br /&gt;1911 - NOTRE-DAME DE PARIS&lt;br /&gt;Realização: Albert Capellani (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Henry Krauss (Quasimodo), Paul Capellani, Claude Garry (Frollo), René Alexandre (Phoebus), Stacia Napierkowska (Esmeralda)&lt;br /&gt;45 minutos.&lt;br /&gt;1912 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Albert Capellani (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Henry Krauss, Henri Étiévant, Mistinguett, Maria Ventura, Jean Angelo, Léon Belières, Léon Bernard, Maria Fromet, Gabriel de Gravone, etc.&lt;br /&gt;378 minutos (1ª e 2ª época: 88’ x 2); (3ª e 4ª época:101’ x 2)&lt;br /&gt;1915 – DON CAESAR DE BAZAN (RUY BLAS)&lt;br /&gt;Realização: Robert G. Vignola (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lawson Butt (Don Caesar de Bazan), Alice Hollister (Maritana), Helen Lindroth, John Mackin, Harry F. Millarde, Stockton Quincy, James B. Ross, Mary Ross, Robert Walker, etc.&lt;br /&gt;1917 – THE DARLING OF PARIS&lt;br /&gt;Realização: J. Gordon Edwards (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Theda Bara (Esmaralda), Glen White (Quasimodo), Walter Law (Claude Frallo), Herbert Heyes (Captain Phoebus), Carey Lee (Paquette), Alice Gale, John Webb Dillon, Louis Dean, etc.&lt;br /&gt;1917 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Frank Lloyd (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: William Farnum (Jean Valjean), Hardee Kirkland (Javert), Gretchen Hartman (Fantine), George Moss, Kittens Reichert, Jewel Carmen, Harry Springler, Dorothy Bernard, Anthony Phillips, etc.&lt;br /&gt;1918 – DER KÖNIG AMÜSIERT SICH (LE ROI S'AMUSE)&lt;br /&gt;Realização: Jacob Fleck, Luise Fleck (Austria)&lt;br /&gt;Intérpretes: Liane Haid (Rigolettos Tochter), Hermann Benke (Rigoletto),&lt;br /&gt;Karl Ehmann, Wilhelm Klitsch, Eduard Sekler, etc.&lt;br /&gt;1918 – LES TRAVAILLEURS DE LA MER&lt;br /&gt;Realização: André Antoine, Léonard Antoine (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Andrée Brabant, Philippe Garnier, Marc Gérard, Romuald Joubé, Armand Tallier, etc.&lt;br /&gt;116 minutos (restaurada 95 minutos).&lt;br /&gt;1918 - MARION DELORME&lt;br /&gt;Realização: Henry Krauss (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Worms (Didier), Armand Tallier (Saverny), Pierre Renoir (Louis XIII), Alcover (Laffemas), Nelly Cormon (Marion), Berthe Jalabert.&lt;br /&gt;83 minutos.&lt;br /&gt;1919 – THE TOILERS (LES TRAVAILLEURS DE LA MER)&lt;br /&gt;Realização: Tom Watts (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Manora Thew (Rose), George Dewhurst (Jack), Gwynne Herbert, Ronald Colman, Eric Barker, John Corrie, Mollie Terraine, etc.&lt;br /&gt;1921 – QUATREVINGT-TREIZE&lt;br /&gt;Realização: Albert Capellani, André Antoine, Léonard Antoine (França, 1914-1921)&lt;br /&gt;Intérpretes: Henry Krauss, Paul Capellani, Max Charlier, Philippe Garnier, etc.&lt;br /&gt;170 minutos.&lt;br /&gt;1922 – ESMERALDA (THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME)&lt;br /&gt;Realização: Edwin J. Collins (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Sybil Thorndike (Esmeralda), Booth Conway (Quasimodo), Arthur Kingsley (Phoebus), Annesley Healy, etc.&lt;br /&gt;1922 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;(Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lyn Harding (Jean Valjean), etc.&lt;br /&gt;1922 – TENSE MOMENTS FROM GREAT PLAYS (THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME) (excerto "ESMERALDA")&lt;br /&gt;Realização: Edwin J. Collins, H.B. Parkinson, etc. (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Booth Conway (Gloucester/Quasimodo), Sybil Thorndike (Esmeralda) (episódio "Esmeralda")&lt;br /&gt;1922 – TENSE MOMENTS WITH GREAT AUTHORS (LES MISERABLES) (excerto "LES MISERABLES")&lt;br /&gt;Realização: H.B. Parkinson, W. Courtney Rowden, etc. (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lyn Harding (Jean Valjean) (episódio "Les Miserables")&lt;br /&gt;1923 – THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME (NOTRE DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Realização: Wallace Worsley (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lon Chaney (Quasimodo), Patsy Ruth Miller (Esmeralda), Norman Kerry, Kate Lester, Winifred Bryson, Nigel De Brulier, Brandon Hurst, Ernest Torrence, Tully Marshall, etc.&lt;br /&gt;93 minutos.&lt;br /&gt;1923 – TOILERS OF THE SEA (LES TRAVAILLEURS DE LA MER)&lt;br /&gt;Realização: Roy William Neill (EUA, Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lucy Fox (Hélène), Holmes Herbert (Sandro), Horace Tesseron (Capitão Jean), Dell Cawley (Capitão André), Lucius Henderson, etc.&lt;br /&gt;1925 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Henri Fescourt (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Gabriel Gabrio (Jean Valjean), Paul Jorge (Monsigneur Myriel), Sandra Milovanoff (Fantine/Cosette), Andrée Rolane (Cosette), Jean Toulout (Javert), François Rozet (Marius), Paul Guidé, Charles Badiole, etc.&lt;br /&gt;495 minutos.&lt;br /&gt;1928 – THE MAN WHO LAUGHS (L'HOMME QUI RIT)&lt;br /&gt;Realização: Paul Leni (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Conrad Veidt (Gwynplaine), Mary Philbin (Dea), Olga Baclanova (Josiana), Josephine Crowell (Rainha Anne), George Siegmann (Dr. Hardquanonne), Brandon Hurst, Sam De Grasse, Stuart Holmes, etc.&lt;br /&gt;110 minutos.&lt;br /&gt;1934 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Raymond Bernard (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Harry Baur (Jean Valjean/M. Madeleine/Champmathieu/M. Fauchelevent), Charles Vanel (Javert), Paul Azaïs (Grantaire), Max Dearly (M. Gillenormand), Charles Dullin (Thenardier), Émile Genevois (Gavroche), Henry Krauss, Georges Mauloy, Lucien Nat, Jean Servais, etc.&lt;br /&gt;305 minutos.&lt;br /&gt;1935 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Richard Boleslawski (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Fredric March (Jean Valjean/Champmathieu), Charles Laughton (Inspector Javert), Rochelle Hudson (Cosette), Florence Eldridge (Fantine), John Beal, Frances Drake, Ferdinand Gottschalk, Jane Kerr, Marilyn Knowlden, Cedric Hardwicke, etc.&lt;br /&gt;108 minutos.&lt;br /&gt;1936 - LUCRÈCE BORGIA&lt;br /&gt;Realização: Abel Gance (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Edwige Feuillère (Lucrèce Borgia), Gabriel Gabrio (César Borgia), Roger Karl (Papa), etc.&lt;br /&gt;95 minutos.&lt;br /&gt;1936 – TOILERS OF THE SEA (LES TRAVAILLEURS DE LA MER)&lt;br /&gt;Realização: Selwyn Jepson (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Andrews Engelmann (Capt. Clubin), Cyril McLaglen (Gilliatt), Wilson Coleman (Lethierry), Ian Colin (Peter Caudray), William Dewhurst, Mary Lawson, Walter Sondes, etc.&lt;br /&gt;83 minutos.&lt;br /&gt;1937 – GAVROSH (LES MISERABLES)&lt;br /&gt;Realização: Tatyana Lukashevich (URSS)&lt;br /&gt;76 minutos.&lt;br /&gt;1939 – THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME (NOTRE-DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Hunchback of Notre Dame, The (1939)&lt;br /&gt;Realização: William Dieterle (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Charles Laughton (Quasimodo), Cedric Hardwicke (Frollo), Thomas Mitchell (Clopin), Maureen O'Hara (Esmeralda), Edmond O'Brien (Gringoire), Alan Marshal, Walter Hampden, Harry Davenport, Katharine Alexander, etc.&lt;br /&gt;116 minutos.&lt;br /&gt;1941 – IL RE SI DIVERTE&lt;br /&gt;Realização: Mario Bonnard (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Michel Simon (Rigoletto), María Mercader (Gilda), Paola Barbara (Marquesa di Cosse), Rossano Brazzi (Francesco I), Franco Coop, Doris Duranti, Marcello Giorda, Juan de Landa, Loredana, etc.&lt;br /&gt;92 minutos.&lt;br /&gt;1943 – LOS MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Fernando A. Rivero (México)&lt;br /&gt;Intérpretes: Domingo Soler (Jean Valjean), Manolita Saval, (Cosette), Andrés Soler (Thenadier), Emma Roldán, Antonio Bravo, David Silva, Margarita Cortés, etc.&lt;br /&gt;1944 – EL BOASSA (LES MISERABLES)&lt;br /&gt;Realização: Kamal Selim (Egipto)&lt;br /&gt;Miserables, Les (1944)&lt;br /&gt;1944 – EL REY SE DIVIERTE&lt;br /&gt;Rey se divierte, El (1944)&lt;br /&gt;Realização: Fernando de Fuentes (México)&lt;br /&gt;Intérpretes: Ángel Di Stefani, Manuel Dondé, Edmundo Espino, Sara Guasch, Emilia Guiú, Ramón G. Larrea, Federico Mariscal, Carlos Martínez Baena, José Elías Moreno, Tomás Perrín, Salvador Quiroz, Humberto Rodríguez, et.&lt;br /&gt;1946 – RIGOLETTO&lt;br /&gt;Rigoletto (1946)&lt;br /&gt;Realização: Carmine Gallone (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Tito Gobbi (Rigoletto), Marcella Govoni (Gilda), Lina Pagliughi (Gilda), Mario Filippeschi (Duque de Mantua), Anna Maria Canale (Maddalena), Giulio Neri, Giuseppe Varni, Marcello Giorda, Roberto Bruni, Virgilio Gottardi, etc.&lt;br /&gt;1947 – I MISERABILI (LES MISERABLES)&lt;br /&gt;Realização: Riccardo Freda (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Gino Cervi (Jean Valjean), Valentina Cortese (Fantine/Cosette), Aldo Nicodemi (Marius), Hans Hinrich (Javert), Gabriele Ferzetti, Andreina Pagnani, Duccia Giraldi, Marcello Mastroianni, Luigi Pavese, etc.&lt;br /&gt;140 minutos.&lt;br /&gt;1948 – RUY BLAS&lt;br /&gt;Realização: Pierre Billon (França) (adaptação de Jean Cocteau)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Marais (Ruy Blas), Danielle Darrieux (Rainha Maria de Espanha), Marcel Herrand (Don Salluste de Bazan), Gilles Quéant (Duque de Alba), Jone Salinas, Paul Amiot, Gabrielle Dorziat, Giovanni Grasso, Jacques Berlioz, Pierre Magnier, etc.&lt;br /&gt;98 minutos.&lt;br /&gt;1950 – RE MIZERABURU: KAMI TO AKUMA&lt;br /&gt;Realização: Daisuke Itô, Masahiro Makino (Japão)&lt;br /&gt;Intérpretes: Sessue Hayakawa&lt;br /&gt;1952 - LUCRECE BORGIA&lt;br /&gt;Realização: Christian-Jaque (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Martine Carol (Lucrèce Borgia), Pedro Armendariz (César Borgia), Massimo Serrato (Alphonse d'Aragon), etc.&lt;br /&gt;120 minutos.&lt;br /&gt;1952 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Lewis Milestone (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Michael Rennie (Jean Valjean), Debra Paget (Cosette), Robert Newton (Javert), Sylvia Sidney (Fantine), Cameron Mitchell (Marius), Edmund Gwenn, Elsa Lanchester, James Robertson Justice, Joseph Wiseman, Rhys Williams, etc.&lt;br /&gt;105 minutos.&lt;br /&gt;1953 – LA GIOCONDA (ANGELO, TYRAN DE PADOUE)&lt;br /&gt;Realização: Giacinto Solito (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Paolo Carlini, Alba Arnova, Attilio Dottesio, Virginia Loy, Vera Silenti, Peter Trent, Vittorio Vaser, etc.&lt;br /&gt;1953 – SEA DEVILS (LES TRAVAILLEURS DE LA MER)&lt;br /&gt;Realização: Raoul Walsh (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Yvonne De Carlo (Droucette), Rock Hudson (Gilliatt), Maxwell Reed (Rantaine), Denis O'Dea (Lethierry), Michael Goodliffe, Byan Forbes, Jacques B. Brunius, Ivor Barnard, Arthur Wontner, Gérard Oury, etc.&lt;br /&gt;91 minutos.&lt;br /&gt;1956 – NOTRE DAME DE PARIS&lt;br /&gt;Realização: Jean Delannoy (França, Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Gina Lollobrigida (Esmeralda), Anthony Quinn (Quasimodo), Jean Danet (Capitão Phoebus de Chateaupers), Alain Cuny (Claude Frollo), Robert Hirsch (Gringoire), Danielle Dumont, Philippe Clay, Maurice Sarfati, Jean Tissier, Valentine Tessier, Jacques Hilling, Jacques Dufilho, etc. 115 minutos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_a0nxNI/AAAAAAAAImw/THsLD7d4UWw/s1600/00795788-photo-affiche-les-miserables.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861602097251538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_a0nxNI/AAAAAAAAImw/THsLD7d4UWw/s400/00795788-photo-affiche-les-miserables.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;1957 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Jean-Paul Le Chanois (França, Alemanha, Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Gabin (Jean Valjean/Champmathieu), Bernard Blier (Javert), Bourvil (Thenardier), Danièle Delorme (Fantine), Béatrice Altariba .(Cosette), Gianni Esposito (Marius Pontmercy), Silvia Monfort (Eponine), Elfriede Florin (La Thenardier), Serge Reggiani (Enjolras), etc.&lt;br /&gt;217 minutos.&lt;br /&gt;1957 – NANBANJI NO SEMUSHI-OTOKO (NOTRE DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Nanbanji no semushi-otoko (1957)&lt;br /&gt;Realização: Torajiro Saito (Japão)&lt;br /&gt;Intérpretes: Achako Hanabishi, Naitoshi Hayashi, Tamao Nakamura, Shunji Sakai, Kyu Sazanka, etc.&lt;br /&gt;78 minutos.&lt;br /&gt;1958 – OS MISERAVEIS (LES MISERABLES) Série de TV&lt;br /&gt;"Miseráveis, Os" (1958)&lt;br /&gt;(Brasil)&lt;br /&gt;Intérpretes: Débora Duarte (Cosette), et.&lt;br /&gt;1964 – I MISERABILI Série de TV&lt;br /&gt;Realização: Sandro Bolchi (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Tino Carraro, Giulia Lazzarini, Gastone Moschin, etc.&lt;br /&gt;1962 – QUATRE-VINGT-TREIZE TV&lt;br /&gt;Realização: Alain Boudet (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Michel Etcheverry (Marquês de Lantenac), Jean Mercure (Cimourdain), Pierre Michaël (Gauvain), Loleh Bellon (La Flécharde), Jacques Dynam, Yves Arcanel, Julien Guiomar, Jean Saudray, etc.&lt;br /&gt;115 minutos.&lt;br /&gt;1966 – L’UOMO CHE RIDE ou L’HOMME QUI RIT&lt;br /&gt;Realização: Sergio Corbucci (França, Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Sorel (Astorre/Angelo), Lisa Gastoni (Lucretia Borgia), Ilaria Occhini (Dea), Edmund Purdom (Caesar Borgia), Linda Sini, Gianni Musi, Nino Vingelli, Gino Pernice, Ferdinando Poggi, Livia Contardi, Adriano Cornelli, Pierre Clémenti, John Bartha, Dom Moor, et.&lt;br /&gt;101 minutos.&lt;br /&gt;1966 - MARIE TUDOR&lt;br /&gt;Realização: Abel Gance (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Françoise Christophe (Marie Tudor), Pierre Massimi (Fabian), Marc Cassot (Gilbert), Lucien Raimbourg (Joshua), Michel de Ré (Simon Renard, Henri VIII), Bernard Dheran (Dudley), etc.&lt;br /&gt;200 minutos (1ª parte: « Le Secret des Talbot », 1h 40 – 2ª parte: « Justice est faite », 1h 40)&lt;br /&gt;1967 – LES MISERABLES Série de TV&lt;br /&gt;(Inglaterra)&lt;br /&gt;50 minutos. (10 episódios)&lt;br /&gt;1967 – OS MISERÁVEIS (LES MISÉRABLES) Série de TV&lt;br /&gt;(Brasil)&lt;br /&gt;Intérpretes: Leonardo Villar (Jean Valjean), Otávio Augusto, Esmeralda Barros, Sadi Cabral, Maria Isabel de Lizandra (Cosette), Laura Cardoso, Rubens Correia, Raul Cortez, Geraldo Del Rey, Serafim Gonzalez, Ivone Hoffman, Leina Krespi, Cacilda Lanuza, etc.&lt;br /&gt;1967 - MARION DELORME&lt;br /&gt;Realização: Jean Kerchbron (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Françoise Fabian (Marion Delorme), Giani Esposito (Didier), Roland Dubillard (Louis XIII), Jean-François Poron (le marquis de Savern).&lt;br /&gt;112 minutos.&lt;br /&gt;1971 - L’HOMME QUI RIT&lt;br /&gt;Realização: Jean Kerchbron (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Xavier Depraz (Ursus), Éric Damain (Gwymplaine enfant),&lt;br /&gt;Philippe Bouclet (Gwymplaine adulte), Delphine Desyeux (Déa), Juliette Villard (la duchesse Josiane), etc.&lt;br /&gt;232 minutos (1ª parte: Les Comprachicos 74’ – 2ª parte: Les Grands de ce monde, 71’ – 3ª parte: Par ordre du roi, 87’).&lt;br /&gt;1971 - LA FOLIE DES GRANDEURS&lt;br /&gt;Realização: Gérard Oury (França, Espanha, Itália, Alemanha)&lt;br /&gt;Intérpretes: Louis de Funès (Don Salluste), Yves Montand (Blaze), Alberto Mendoza (Rei), Karin Schubert (Rainha), Gabriele Tinti (Don Cesar), etc.&lt;br /&gt;113 minutos.&lt;br /&gt;1972 - RUY BLAS&lt;br /&gt;Realização: Raymond Rouleau (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: François Beaulieu (Ruy Blas), Paul-Émile Deiber (Don Salluste), Jean Piat (Don César de Bazan), Claude Winter (la reine), Denise Gence (la duègne), etc.&lt;br /&gt;133 minutos.&lt;br /&gt;1972 – LES MISERABLES Série de TV&lt;br /&gt;Realização: Marcel Bluwal (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Georges Géret (Jean Valjean), Nicole Jamet (Cosette), François Marthouret (Marius), Bernard Fresson (Javert), Alain Mottet (Thénardier), Micha Bayard (La Thénardier), Jean-Luc Boutté, Lucien Nat, Alain Dorval, Mario Pecqueur, Jean-Marie Robain, Jean-Pierre Sentier, etc.&lt;br /&gt;(1ª parte: La Masure Gorbeau; 2ª parte: l’Epopée de la rue Saint-Denis)&lt;br /&gt;245 minutos.&lt;br /&gt;1976 - HERNANI&lt;br /&gt;Realização: Raymond Rouleau (França) (Mise en scène: Robert Hossein)&lt;br /&gt;Intérpretes: François Beaulieu (Hernani), Geneviève Casile (Dona Sol), Jacques Toja (Don Ricardo), Nicolas Silberg (Don Carlos), Jean-François Remi (Don Ruy Gomez de Silva). Etc.&lt;br /&gt;15 minutos.&lt;br /&gt;1976 - TORQUEMADA (TORQUEMADA, Teatro, 1882)&lt;br /&gt;Realização: Jean Kerchbron (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Martin (Torquemada), François Chaumette (le roi),&lt;br /&gt;Michel Vitold (le marquis de Fuentes), Pieral (Gucho), Claude Genia (la reine).&lt;br /&gt;110 minutos.&lt;br /&gt;1977 – THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME (NOTRE-DAME DE PARIS) TV&lt;br /&gt;Realização: Alan Cooke (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Kenneth Haigh (Claude Frollo), Warren Clarke (Quasimodo), Michelle Newell (Esmeralda), Christopher Gable (Pierre), David Rintoul (Jehan), Richard Morant (Phoebus), Hetty Baynes, Ruth Goring, Tony Caunter, Liz Smith, John Ratcliff, etc.&lt;br /&gt;1977 – LUCREZIA BORGIA (TV)&lt;br /&gt;Realização: John Charles (Australia )&lt;br /&gt;Intérpretes: Joan Sutherland (Lucrecia), Robert Allman (Don Alfonso), Josephine Bermingham (Princesa Negrone), Robin Donald (Jeppo Liberotto), Margreta Elkins, Graeme Ewer, Lamberto Furlan, John Germain, Neville Grave, Ron Stevens, etc.&lt;br /&gt;140 minutos.&lt;br /&gt;1977 - COSETTE (LES MISERABLES)&lt;br /&gt;Realização: Arnolde Bourovs (URSS)&lt;br /&gt;(Filme de animação, realizado com bonecas)&lt;br /&gt;9 minutos.&lt;br /&gt;1978 – LES MISERABLES TV&lt;br /&gt;Realização: Glenn Jordan (Inglaterra, EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Richard Jordan (Jean Valjean), Anthony Perkins (Javert), Caroline Langrishe (Cosette), Christopher Guard (Marius), Angela Pleasence (Fantine), Ian Holm (Thenardier), Claude Dauphin (Bispo Myriel), John Gielgud, Cyril Cusack, Flora Robson, Celia Johnson, etc.&lt;br /&gt;150 minutos.&lt;br /&gt;1981 – RIGOLETTO TV&lt;br /&gt;Realização: Brian Large (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Vicenzo Bello (Duque de Mantua), Garbis Boyagian (Rigoletto), Gigliola Caputi (Giovanna), Alida Ferrarini (Gilda), Bruno Grella (Marullo), Carlo Manganotti (Borsa), Franca Mattiucci (Magdalena), Carlo Meliciani, Orazio Mori, Antonio Zerbini, etc.&lt;br /&gt;110 minutos.&lt;br /&gt;1982 – ERNANI TV&lt;br /&gt;Realização: Preben Montel (Itália)&lt;br /&gt;Intérpretes: Plácido Domingo (Ernani), Renato Bruson (Don Carlo), Nicolai Ghiaurov (Don Ruy Gomez de Silva), Mirella Freni (Elivira), Joranda Michieli (Giovanna), Gianfranco Manganotti (Don Riccardo), Alfredo Giacometti (Jago), etc.&lt;br /&gt;138 minutos.&lt;br /&gt;1982 – THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME (NOTRE-DAME DE PARIS) TV&lt;br /&gt;Realização: Michael Tuchner (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Anthony Hopkins (Quasimodo), Derek Jacobi (Dom Claude Frollo), David Suchet (Clopin Trouillefou), Gerry Sundquist (Pierre Gringoire), Tim Pigott-Smith (Philippe), John Gielgud, Robert Powell, Lesley-Anne Down, Nigel Hawthorne, etc.&lt;br /&gt;150 ou 102 minutos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_pq62-I/AAAAAAAAIm4/6CSXHJ8iJXk/s1600/affiche-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861606083091426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_pq62-I/AAAAAAAAIm4/6CSXHJ8iJXk/s400/affiche-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;1982 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Robert Hossein (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lino Ventura (Jean Valjean/M. Madeleine), Michel Bouquet (Inspector Javert), Jean Carmet (Thenardier), Evelyne Bouix (Fantine), Christiane Jean (Cosette), Frank David (Marius), Candice Patou (Eponine), Françoise Seigner (La Thenardier), Louis Seigner (Monseigneur Myriel), Paul Préboist (Fauchelevent), Fernand Ledoux (Guillenormand), Emmanuel Curtil (Gavroche), Hervé Furic (Enjolras), Corinne Dacla (Azelma), Valentine Bordelet&lt;br /&gt;187 minutos.&lt;br /&gt;1982 – RIGOLETTO (LE ROI S'AMUSE)&lt;br /&gt;Realização: Jean-Pierre Ponnelle (Alemanha Ocidental)&lt;br /&gt;Intérpretes: Ingvar Wixell (Rigoletto/Monterone), Edita Gruberova (Gilda), Luciano Pavarotti (Duque de Mantova), Ferruccio Furlanetto (Sparafucile), Victoria Vergara (Maddalena), Fedora Barbieri, Bernd Weikl, Roland Bracht, Louis Otey, Kathleen Kuhlmann, Rémy Corazza, etc.&lt;br /&gt;128 minutos.&lt;br /&gt;1982 – RIGOLETTO TV&lt;br /&gt;Realização: John Michael Phillips (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: John Rawnsley (Rigoletto), Marie McLaughlin (Gilda), Arthur Davies (Duque de Mantova), John Tomlinson (Spalafucile), Jean Rigby (Maddalena), Terry Jenkins, Myrna Moreno, Seam Rea, Mark Richardson, Malcolm Rivers, etc.&lt;br /&gt;130 minutos.&lt;br /&gt;1983 – ERNANI TV&lt;br /&gt;Realização: Kirk Browning (EUA)&lt;br /&gt;Intérpretes: Luciano Pavarotti (Ernani), Leona Mitchell (Donna Elvira), Ruggero Raimondi (Don Ruy Gomez de Silva), Sherrill Milnes (Don Carlos), Charles Anthony, Richard Vernon, Jean Craft, etc.&lt;br /&gt;142 minutos.&lt;br /&gt;1983 - ESMERALDA&lt;br /&gt;Realização: Catherine Duytsche (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean-Paul Zennacker (vagabundo), Laure Sabardin (Esmeralda), Virginie Arzul (Petite Esmeralda), etc.&lt;br /&gt;12 minutos.&lt;br /&gt;1985 - LETTRE (Chansons des Rues et des Bois – antologia de poemas, 1865)&lt;br /&gt;Realização: Jean-Denis Robert (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Catherine Houssay (Juliette), Bruno Arnoult (Victor), Alain Laugénie (autor)&lt;br /&gt;4 minutos.&lt;br /&gt;1985 – LES MISERABLES TV&lt;br /&gt;Realização: Robert Hossein (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Lino Ventura (Jean Valjean), Michel Bouquet (Inspecteur Javert), Jean Carmet (Thénardier), Jean-Pierre Bernard (Advogado), Paul Préboist (Fauchelevent), Françoise Seigner (La Thénardier), Valentine Bordelet, Evelyne Bouix (Fantine), Emmanuel Curtil (Gavroche), Corinne Dacla (Azelma), Frank David (Marius), Catherine Di Rigo, Hervé Furic (Enjolras), Christiane Jean (Cosette), Bernard Dumaine, René Dupré, Georges Lycan, Armand Mestral, Martine Pascal, Candice Patou, Louis Seigner, Arlette Thomas, etc.&lt;br /&gt;1986 - GAVROCHE&lt;br /&gt;Realização: Irina Gourvitch (URSS)&lt;br /&gt;(Desenho animado, segundo um episódio de Les Miserables)&lt;br /&gt;18 minutos.&lt;br /&gt;1987 – DÍAS DIFÍCILES&lt;br /&gt;Realização: Alejandro Pelayo (México)&lt;br /&gt;Intérpretes: Beatriz Aguirre (Dona Amalia Castelar), Fernando Balzaretti (Ricardo Castelar), Blanca Guerra (Luisa Castelar), Sonia Olhovich, Alejandro Parodi, Luis Manuel Pelayo, etc.&lt;br /&gt;1987 - LA CONSCIENCE (antologia de poemas: La Légende des siècles, 1859)&lt;br /&gt;Realização: Pierre Veck (Pierre Vexliard)&lt;br /&gt;(animação) série «Textos Sagrados»&lt;br /&gt;4 minutos.&lt;br /&gt;1988 – LA GIOCONDA (ANGELO, TYRANT OF PADUA) TV&lt;br /&gt;(Espanha)&lt;br /&gt;Intérpretes: Grace Bumbry (Gioconda), Fiorenza Cossotto (Laura), Viorica Cortez (Cega), Ermanno Mauro (Enzo), Ivo Vinco (Alvise), Matteo Manuguerra, Vicenç Esteve, Alfredo Heilbron, Stefano Palatchi, Jesús Castillón,&lt;br /&gt;Música: Amilcare Ponchielli.&lt;br /&gt;1988 - QASIMODO D'EL PARIS&lt;br /&gt;Realização: Patrick Timsit (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Patrick Timsit (Quasimodo), Richard Berry (Frollo), Mélanie Thierry (Agnès/Esméralda), Vincent Elbaz (Phoebus).&lt;br /&gt;100 minutos.&lt;br /&gt;1989 – RIGOLETTO (LE ROI S'AMUSE) TV&lt;br /&gt;(Espanha)&lt;br /&gt;Intérpretes: Alfredo Kraus (Duque de Mantua), John Rawnsley (Rigoletto), Patricia Wise (Gilda), Miguel A. Zapater (Sparafucille), Eleonora Jankovic (Maddalena), Lola Casariego (Giovanna), etc.&lt;br /&gt;Música: Giuseppe Verdi (Ópera "Rigoletto")&lt;br /&gt;1993 – MEST SHUTA (LE ROI S'AMUSE)&lt;br /&gt;Realização: Boris Blank (Rússia)&lt;br /&gt;Intérpretes: Boris Moiseyev, Kakhi Kavsadze, Vyacheslav Razbegayev, Nikolai Dobrynin, Aleksandr Domogarov, Yekaterina Golubeva, Olga Koposova, Aleksandr Zuyev, Yevgeni Platokhin, Aleksandr Chutko, Vitali Varganov, Irina Otiyeva, Dmitri Arbuzov, Aleksandr Ternovsky, etc.&lt;br /&gt;80 minutos.&lt;br /&gt;1995 – LES MISERABLES IN CONCERT (LES MISERABLES)&lt;br /&gt;Realização: John Caird, Trevor Nunn (Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Colm Wilkinson (Jean Valjean), Philip Quast (Javert), Ruthie Henshall (Fantine), Jenny Galloway (Madame Thenardier), Alun Armstrong (Thenardier), Lea Salonga (Eponine), Michael Ball (Marius), Michael Maguire, Judy Kuhn, Anthony Crivello, David Bardsley, Keith Burns, Matt Cammelle, Hannah Chick, Nick Holder, Takeshi Kaga, Beverley Klein, Darryl Knock, Steven Matthews, Craig Pinder, Peter Polycarpou, Jérôme Pradon, Adam Searles, Mike Sterling, Tony Timberlake, etc. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861896594763794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHtQj6TMBI/AAAAAAAAInI/RDGIyGmpjFI/s400/les_miserables.jpg" /&gt;1995 – LES MISERABLES ou LES MISERABLES DU VINGTIEME SIECLE&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Realização: Claude Lelouch (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean-Paul Belmondo (Henri Fortin/Jean Valjean), Michel Boujenah (ndré Ziman), Alessandra Martines (Elise Ziman), Salome (Ziman), Annie Girardot (Thénardière 1942), Philippe Léotard (Thénardier 1942), Clémentine Célarié (Catherine/Fantine), Philippe Khorsand (polícia/Javert), Ticky Holgado (Kind Hoodlum), Rufus (Thénardier 1830/1990), Nicole Croisille (Thénardière 1830/1990), William Leymergie (Toureiffel), Jean Marais (Mgr Myriel), Micheline Presle (Madre Superiora), Darry Cowl (livreiro), etc.&lt;br /&gt;175 minutos.&lt;br /&gt;1996 – THE HUNCHBACK OF NOTRE DAME (NOTRE-DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Realização: Gary Trousdale, Kirk Wise (EUA) animação&lt;br /&gt;Intérpretes (vozes): Tom Hulce (Quasimodo), Demi Moore (Esmeralda), Tony Jay (Juiz Claude Frollo), Kevin Kline (Capitão Phoebus), Paul Kandel, Jason Alexander, Charles Kimbrough, Mary Wickes, David Ogden Stiers, Heidi Mollenhauer, etc.&lt;br /&gt;91 minutos.&lt;br /&gt;1996 - NOTRE-DAME DE PARIS&lt;br /&gt;Realização: André Flederick (França)&lt;br /&gt;Bailado com coreografia de: Rolland Petit (Opéra National de Paris)&lt;br /&gt;86 minutos.&lt;br /&gt;1997 – THE HUNCHBACK (NOTRE-DAME DE PARIS) TV&lt;br /&gt;Realização: Peter Medak (EUA, Hungria)&lt;br /&gt;Intérpretes: Mandy Patinkin (Quasimodo), Richard Harris (Dom Frollo), Salma Hayek (Esmeralda), Edward Atterton (Gringoire), Benedick Blythe (Phoebus), Nigel Terry (Rei Luis), Jim Dale (Clopin), Trevor Baxter, Vernon Dobtcheff, Nickolas Grace, Matthew Sim, Cassie Stuart, Gabi Fon, Michael Mehlmann, Olga Antal, etc.&lt;br /&gt;98 minutos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1998 – LES MISERABLES&lt;br /&gt;Realização: Bille August (EUA, Inglaterra)&lt;br /&gt;Intérpretes: Liam Neeson (Jean Valjean), Geoffrey Rush (Inspector Javert), Uma Thurman (Fantine), Claire Danes (Cosette), Hans Matheson (Marius), Reine Brynolfsson (Capitão Beauvais), Peter Vaughan (bispo), Christopher Adamson (Bertin), Tim Barlow, Timothy Bateson, Veronika Bendová, David Birkin, Patsy Byrne, Kathleen Byron, Václav Chalupa, 159 minutos.&lt;br /&gt;1999 – NOTRE-DAME DE PARIS&lt;br /&gt;Realização: Gilles Amado (França, Grécia)&lt;br /&gt;Intérpretes: Hélène Ségara (Esmeralda), Daniel Lavoie (Frollo), Bruno Pelletier (Gringoire), Garou (Quasimodo), Patrick Fiori (Phoebus), Luck Mervil (Clopin), Julie Zenatti (Fleur-de-Lys), etc.&lt;br /&gt;150 minutos&lt;br /&gt;1999 – QUASIMODO D'EL PARIS (NOTRE-DAME DE PARIS)&lt;br /&gt;Realização: Patrick Timsit (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Patrick Timsit (Quasimodo), Richard Berry (Frollo), Mélanie Thierry (Esméralda/Agnes), Vincent Elbaz (Phoebus), Didier Flamand, Patrick Braoudé, Axelle Abbadie, Dominique Pinon, Albert Dray, Doud, Nicola Pepe, Tess Indycki, François Levantal, Franck Monier, Noëlle Musart, etc . 100 minutos. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404861610066085538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_4gihqI/AAAAAAAAInA/Zn4kYvXjbTE/s400/7895233190504.jpg" /&gt;2000 – LES MISÉRABLES ou GEFANGENE DES SCHICKSALS Série de TV&lt;br /&gt;Realização: Josée Dayan&lt;br /&gt;Intérpretes: Gérard Depardieu (Jean Valjean), Christian Clavier (Thénardier), John Malkovich (Javert), Virginie Ledoyen (Cosette), Enrico Lo Verso (Marius), Charlotte Gainsbourg (Fantine), Asia Argento (Éponine Thénardier), Veronica Ferres (Madame Thénardier), Jeanne Moreau (Mère Inocente), Giovanna Mezzogiorno (Soeur Simplice), Vadim Glowna (Fauchelevent), Steffen Wink (Enjolras), Léopoldine Serre (Cosette, criança), Jérôme Hardelay (Gavroche), Michel Duchaussoy (Lenormand), etc.&lt;br /&gt;4 episódios de 90 minutos cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTÁRIOS SOBRE A VIDA E OBRA DE VICTOR HUGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1951 - VICTOR HUGO&lt;br /&gt;Realização: Yvonne Gerber, Roger Leenhardt (França)&lt;br /&gt;Produção: Les Films du Compas / 38 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1952 - PAGES D’EXIL&lt;br /&gt;Realização: André Zwobada (França)&lt;br /&gt;Produção: Doc / 23 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1962 - ICI A SOUFFLE L’ESPRIT&lt;br /&gt;Realização: Henri Champetier (França)&lt;br /&gt;Produção: SNPC / 13 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1964 - VICTOR HUGO&lt;br /&gt;Realização: Anthony M. Roland (França)&lt;br /&gt;Produção: Les Films de Saturne / 14 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1965 - VICTOR HUGO IMAGIER DE L’OMBRE&lt;br /&gt;Realização: Max-Pol Fouchet (França) (Terre des Arts)&lt;br /&gt;Produção: INA (ORTF) / 80 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1966 - VICTOR HUGO, LES CONTEMPLATIONS, LIVRE V ET VI&lt;br /&gt;Realização: Éric Rohmer (França) (para a televisão escolar)&lt;br /&gt;Produção: Institut pédagogique national / 21 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1966 - DESSINS ET MERVEILLES&lt;br /&gt;Realização: Nelly Kaplan (França)&lt;br /&gt;Produção: Cythère films / 13 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1968 - VICTOR HUGO – LE RHIN&lt;br /&gt;Realização: Yves Thaler, Christian Pouillon (França)&lt;br /&gt;Produção: Les Productions de Touraine / 11 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 - VICTOR HUGO, POETE EN MARCHE&lt;br /&gt;Realização:: Pierre Gavarry (França)&lt;br /&gt;Produção: Institut pédagogique national / 30 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 - EXIL DE VICTOR HUGO A GUERNESEY&lt;br /&gt;(Chronique de France n° 42) (França)&lt;br /&gt;Produção: Pathé / 270 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 - LEOPOLDINE&lt;br /&gt;Realização: Georges Rebillard (França)&lt;br /&gt;Produção: Films Georges Rebillard / 12 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 - QUATRE-VINGT-TREIZE&lt;br /&gt;(Les Cent livres) Emissão de Claude Santelli et Françoise Verny&lt;br /&gt;Realização: Claude Santelli (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Suzanne Flon, Pierre Mondy, Pierre Fresnay, Jean Guehenno&lt;br /&gt;Produção: INA (ORTF) / 32 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1974 - VICTOR HUGO, HOMME DE L’OUEST&lt;br /&gt;Realização: André de Beaumont (França); Emissão: Gilbert Prouteau&lt;br /&gt;Com a colaboração de Jean-Claude Bouillaud, Michèle Dormoy, Robert Dullier, Françoise Maroilles, Jeanine Samson, Jean Topart, Jean Negroni.&lt;br /&gt;Produção: INA (ORTF) / 52 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 - VICTOR HUGO ARCHITECTE&lt;br /&gt;Realização: Éric Rohmer (França) (para a televisão esvolar)&lt;br /&gt;Produção : Institut pédagogique national /25 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977 - JERSEY – GUERNESEY - VICTOR HUGO EN EXIL&lt;br /&gt;Realização: Jean Lefait (França)&lt;br /&gt;Produção: Les Films du Chevain / 13 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1985 - VICTOR HUGO – JULIETTE DROUET : CORRESPONDANCE&lt;br /&gt;(FRANÇA, 1985), 56’, COULEUR&lt;br /&gt;(Lire c’est vivre)&lt;br /&gt;Émission de : Pierre Dumayet&lt;br /&gt;Realização: Roland Coste (França)&lt;br /&gt;Produção: INA (A2) / 56 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1988 - MARINE TERRACE&lt;br /&gt;Realização: Michel Pamart (França)&lt;br /&gt;Produção: Musée d’Orsay, La Sept, Square Productions / 16 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2001 - BERNARD CHAMBAZ A LA RECHERCHE DE VICTOR HUGO&lt;br /&gt;Realização: M. Paintault (França)&lt;br /&gt;Produção: CNDP, La Cinquième / 12 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICÇÕES QUE EVOCAM O AUTOR OU A SUA FAMÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1975 - HISTOIRE D’ADELE H.&lt;br /&gt;Realização: François Truffaut (França)&lt;br /&gt;Intérpretes: Isabelle Adjani (Adèle Hugo), Bruce Robinson (tenente Pinson), Sylvia Mariott (Madame Saunders), Joseph Blatchley (Whistler)&lt;br /&gt;(adaptação de «Journal d'Adèle Hugo», de France S. Guille)&lt;br /&gt;95 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1898 - LUMIERE : SCENES A TRANSFORMATIONS :&lt;br /&gt;Rostos de Pateur, Lesseps, Alexandre Dumas, Victor Hugo, Zola&lt;br /&gt;Realização: desconhecido (França)&lt;br /&gt;Menos de 1minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1898 - LUMIERE : SCENES A TRANSFORMATIONS :&lt;br /&gt;Victor Hugo e principais personagens de Les Misérables&lt;br /&gt;Realização: desconhecido (França)&lt;br /&gt;Menos de 1minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1994 - NAN VA SHER&lt;br /&gt;(Pain et poésie)&lt;br /&gt;Realização: Kiumars Poorahmad (Irão)&lt;br /&gt;Intérpretes: M. Bagherbeigi, P. Yazdanian, J. Sadri, M. Maleki, M. A. Miandari&lt;br /&gt;Produção: Instituto para o desenvolimento intelectual das crianças – Irão&lt;br /&gt;91 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1968 - OSHIBA ONORE DE BALZAKA ou "HONORE DE BALZAC ERROR" (La Faute d’Honoré de Balzac)&lt;br /&gt;Realização: Timophey Levtchouk (URSS)&lt;br /&gt;(com uma sequência em que Victor Hugo aparece como personagem)&lt;br /&gt;100 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1988 - LA REVOLUTION DE VICTOR HUGO&lt;br /&gt;(FRANÇA, 1988), 51', COULEUR&lt;br /&gt;(versão reduzida de "Victor Hugo et la Révolution")&lt;br /&gt;Realização: Jacqueline Margueritte (França) (para a televisão escolar)&lt;br /&gt;51 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1985 - VICTOR HUGO ET LA REVOLUTION&lt;br /&gt;(primeira versão de "La Révolution de Victor Hugo")&lt;br /&gt;Realização: Jacqueline Margueritte(França) (pour la télévision scolaire)&lt;br /&gt;Production : Centre de documentation pédagogique (CNDP)&lt;br /&gt;Intérpretes: Charles Gonzales (Hernani, Ruy Blas, o velho, Gauvain, a voz de Victor Hugo), Michel Prud'homme (Don Carlos), Jean-Claude Demory (o cronista), Dominique Bernard (Monsieur de Saint Vallier), Jacques-Henri Fabre (François 1er), Roland Lacoste (Triboulet), Marc Berman (Alexandre Weill), Jean-Marie Fertey (padre), Bertrand Liebert (jovem, Gavroche), Philippe Nahon (Cimourdain), etc.&lt;br /&gt;86 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977 - YULIA VREVSKAYA (Julie Vrevska)&lt;br /&gt;Realização: Nicolas Korabov (URSS, Bulgária)&lt;br /&gt;(com uma sequência em que Victor Hugo aparece como personagem)&lt;br /&gt;Scénario et adaptation : Nicolas Korabov, Semyon Lungin&lt;br /&gt;Production: Boyara Films (Bulgarie) ; Mosfilm (Russie) ; Zaigralni Films&lt;br /&gt;Intérpretes: Lyudmila Savelyeva, Stefan Danailov, Yuri Yakovlev, Regimantas Adomaitis, Vladimir Ivashov&lt;br /&gt;139 minutos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9179845251329536803-4253480044928685789?l=cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/feeds/4253480044928685789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/victor-hugo-e-os-miseraveis-no-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/4253480044928685789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/4253480044928685789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/victor-hugo-e-os-miseraveis-no-cinema.html' title='VICTOR HUGO E OS MISERÁVEIS NO CINEMA'/><author><name>Lauro António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10809594794377056368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SwHs_DxKNUI/AAAAAAAAImo/V0th-_8OtlI/s72-c/delacroix%2520liberty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9179845251329536803.post-466701279457778304</id><published>2009-11-03T16:05:00.004Z</published><updated>2009-11-03T16:26:27.469Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Lean'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Dickens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oliver Twist'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roman Polanski'/><title type='text'>2 de Novembro de 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXSzMMODI/AAAAAAAAIkU/XNHBcOdCf-0/s1600-h/14.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 343px; DISPLAY: block; HEIGHT: 454px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399911933707827250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXSzMMODI/AAAAAAAAIkU/XNHBcOdCf-0/s400/14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;CHARLES DICKENS, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“OLIVER TWIST” E DAVID LEAN&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXTGNEKzI/AAAAAAAAIkc/aPL9FsL1BqM/s1600-h/oliver_twist_1948_685x385.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399911938811767602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXTGNEKzI/AAAAAAAAIkc/aPL9FsL1BqM/s400/oliver_twist_1948_685x385.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Neste caso deve começar-se pelo princípio, e no princípio era o verbo, o verbo e a palavra de um escritor magnífico, que cada vez que o relemos nos surpreende. Logo depois de sair da projecção da mais recente adaptação de “Oliver”, a de Roman Polanski, o que apeteceu foi reler Dickens. Na biblioteca repousavam ainda os volumes da editora Romano Torres, velhinhos mas bem tratados, e, entre eles, lá estava “Oliver Twist”. Nessa noite, o prazer de adolescente regressou ao folhear as páginas já amarelecidas e, sobretudo, ao saborear a escrita vigorosa, colorida, exaltante, crítica, justiceira, generosa de Charles Dickens. Compreende-se que os seus romances sejam dos mais adaptados de sempre ao cinema, compreende-se que Oliver Twist e David Coperfield sejam figuras inesquecíveis, compreende-se que Dickens tenha feito mais pelo espírito natalício do que todos os outros escritores mundiais reunidos. O seu Scrooge de “A Christmas Carol” deve ser das personalidades mais célebres de todo o imaginário artístico universal.&lt;br /&gt;Ao reler páginas de “Oliver Twist” percebemos qual deveria ser o entusiasmo dos americanos, cada vez que aportava um navio vindo de Inglaterra, com novos fascículos deste e de outros romances de Dickens. Compreende-se a ansiedade com que deveriam perguntar a cada passageiro que ia saindo novas das suas personagens preferidas. A arte de entrelaçar situações, de desenvolver acções, a forma de criar e manter o suspense, o rigor na descrição das personagens, a ironia fina e a critica vigorosa, o gosto pela caricatura mordaz, a fraterna defesa dos mais fracos e dos mais humildes, a ternura para com as crianças e as mulheres, em contraste com a aspereza de trato para com poderosos prepotentes e medíocres acolitados, tudo isso fazia, faz e fará de Dickens um escritor sem igual, imperecível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXSpzyAjI/AAAAAAAAIkM/iiWPtdgEt9U/s1600-h/charles_dickens_1858.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 357px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399911931189527090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXSpzyAjI/AAAAAAAAIkM/iiWPtdgEt9U/s400/charles_dickens_1858.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Charles Dickens&lt;br /&gt;Charles John Huffam Dickens nasceu no dia 7 de Fevereiro de 1812, em Portsmouth (387, Mile End Terrace, Landport, Portsea) no Hampshire, Inglaterra, filho de John Dickens, funcionário da Armada, e de Elizabeth Barrow. Aos cinco anos, a família mudou-se para Chatham, no Kent, onde prolongou uma infância apenas remediada, mas suficientemente rica de um ponto de vista cultural. Foi a mãe quem o ensinou a ler, actividade que desenvolveu depois de forma voraz, consumindo quer novelas picarescas de Tobias Smollett e Henry Fielding, quer obras de um outro fôlego, como as de Daniel Defoe, Goldsmith, o "Dom Quixote", o "Gil Blas" ou as "Mil e uma Noites". Foi nestes títulos, em personagens e situações que não mais esqueceria, que foi beber muita da influência que mais tarde iria dispersar pela sua obra.&lt;br /&gt;Se a família tinha algumas posses, se conseguiu mesmo frequentar uma escola privada durante a infância, tudo se alteraria a partir do momento em que o pai foi preso por dívidas. Muda-se então, com a mãe e irmãos, para o popular bairro de Camden Town, em Londres. Tinha dez anos, viviam em quartos pobres e empenhavam as pratas e os livros. Era necessário arranjar dinheiro para a família e foi encontrar trabalho, dois anos depois, numa fábrica de graxa para sapatos, na Warren’s, uma empresa de um amigo da família, que ficava onde hoje se encontra a estação ferroviária de Charing Cross. Colava rótulos nos frascos de graxa e ganhava seis xelins por semana.&lt;br /&gt;Passados alguns anos, uma herança paterna libertou a família da prisão, mas não Dickens da fábrica. Aí conheceria um amigo, da sua idade, cuja história iria transformar na intriga central de “Oliver Twist”. Diz a lenda. O universo infantil, a sua exploração em termos de trabalho escravo, seriam a partir daqui uma das suas obsessões. Em Maio de 1827, Dickens começou a trabalhar como amanuense num cartório. Poderia nessa altura ter seguido a carreira de advogado, mas preferiu aprender taquigrafia e ser, durante algum tempo, estenógrafo do tribunal. Continuava a devorar livros, agora na biblioteca do British Museum. Apaixona-se pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, mas os banqueiros não querem as filhas casadas com filhos de presos por dívidas, o caso morre ali, para grande desgosto de Dickens.&lt;br /&gt;É por essa altura que se inicia na escrita, como jornalista, primeiramente cronista judicial e, depois, relatando os debates parlamentares e cobrindo as campanhas eleitorais. Viaja pelo país de diligência e escreve “Sketches by Boz” (Boz foi o pseudónimo encontrado, inspirado na alcunha do seu irmão mais novo, que era incapaz de pronunciar a palavra Moses), pequenas peças jornalísticas que surgiam no “Morning Chronicle”. Tinha pouco mais de vinte anos, quando “The Pickwick Papers” iria confirmá-lo como escritor e estabelecer uma mística.&lt;br /&gt;O que o “New Sporting Magazine” pretendia inicialmente era que Dickens comentasse por escrito algumas ilustrações desportivas. Entre 1831 e 1834, o jornal tinha tido grande sucesso com uma série semelhante, "Jorrock´s Jaunts and Jollities", sobre um comerciante “cockney” que tenta a todo o custo ser reconhecido como o bom caçador que não era. O ilustrador Robert Seymour propôs aos editores “Chapman and Hall” criar uma série semelhante, agora sobre um "Clube Nimrod" onde também se troçaria dos caçadores inexperientes, mas muito convencidos. Dickens tomou conta do projecto mas criou um clube de “observadores de curiosidades”, o que afastou definitivamente o ilustrador da ideia inicial, Seymour, que viria a suicidar-se na sequência destes acontecimentos. Procurou-se outro ilustrador e a sorte viria a ditar o nome de William Makepeace Thackeray (conhecido pela alcunha de Phiz), mais tarde um escritor da mesma grandeza de Dickens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 326px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399911941573481842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXTQfglXI/AAAAAAAAIks/q8B0A3GWnkQ/s400/dickens_oliver_twist.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pickwick e Oliver&lt;br /&gt;Em finais de Março de 1836 sai o primeiro fascículo de “Pickwick” e dias depois casa com Catherine Hogarth, que lhe dará dez filhos, cujos nomes suscitam homenagens a referências literárias: Charles Culliford Boz Dickens (6 de Janeiro, 1837 - 1896), Mary Angela Dickens (6 de Março, 1838 - 1896), Kate Macready Dickens (29 de Outubro, 1839 - 1929), Walter Landor Dickens (8 de Fevereiro, 1841 - 1861), Francis Jeffrey Dickens (15 de Janeiro, 1844 - 1886), Alfred D'Orsay Tennyson Dickens (28 de Outubro, 1845 - 1912), Sydney Smith Haldimand Dickens (18 de Abril, 1847 - 1872), Henry Fielding Dickens (15 de Janeiro, 1849 - 1933), Dora Annie Dickens (16 de Agosto, 1850 - Abril, 1851) e Edward Bulwer Lytton Dickens (13 de Março, 1852 - 1902). Houve quem visse nesta ligação dos nomes dos filhos à história da literatura inglesa, uma forma de Dickens iniciar uma “dinastia literária”. Tal não aconteceu. Uns esbanjaram dinheiro, outros aproveitaram-se da celebridade do pai, mas apenas Monica Dickens, uma bisneta, ganharia algum renome com a escrita de romances.&lt;br /&gt;“The Pickwick Papers” começa por não ser um sucesso público, vende uns discretos 400 exemplares no seu lançamento, mas a partir da altura em que aparece o criado de Pickwick, Sam Weller, personagem que relembra Sancho Pança numa versão “cockney”, é que o triunfo sucede e se atingem os 40 000 exemplares. Em 1836, é obra! Mas há explicações para este sucesso: o público anglófono (entre a Grã-Bretanha e os EUA) é o mais letrado do mundo. Londres tem mais de um milhão e meio de habitantes, a atracção pela capital vai desertificando os campos, a revolução industrial vai formando uma população heterogénea, o trabalho infantil prospera de forma inclemente, as injustiças socais aumentam, radicalizando os campos. É em 1845 que Engels publica “A Situação da Classe Operária em Inglaterra”, onde se analisa à luz do marxismo estas situações que Dickens não deixará de fazer reflectir na sua obra, ainda que não numa perspectiva puramente revolucionária, mas mais reformista e humanista. Isso leva-o a ter na mão não só as classes operárias, mas também a burguesia.&lt;br /&gt;Dois anos depois do triunfo de Pickwick, Dickens lança-se na publicação, igualmente em folhetins semanais, de “Oliver Twist”, com ilustrações de Cruikshank. O livro penetra nas suas recordações de infância, no mundo da criança maltratada, no universo depressivo e opressor de uma sociedade de profundas injustiças sociais, no âmago da Inglaterra industrial e vitoriana de um capitalismo selvagem e desregrado.&lt;br /&gt;Já célebre e com reputação mundial de escritor consagrado viaja com a mulher pelos EUA, onde é recebido entusiasticamente, servindo a viagem de base a “American Notes” e influenciando ainda alguns capítulos de “Martin Chuzzlewit”. Mas cedo voltou os americanos contra si, ao acusar os seus escritores e editores de plagiarem a literatura inglesa e não pagarem os direitos referentes às suas obras que circulam em edições piratas.&lt;br /&gt;Em 1843, publica “A Christmas Carol”, a mais famosa obra dedicado ao Natal, que conta com milhares de edições em todas as línguas, e adaptações a todas as formas de narrativa, desde o cinema, a televisão, a banda desenhada, o teatro… Mas a esta história, outras se seguem, igualmente impregnadas de espírito natalício, como “The Chimes” (1844), escrita em Génova, ou “The Cricket on the Hearth” (1845). Em 1846 aparece como director de um jornal, o “Daily News”, mas a experiência dura pouco e, em 1848, sai “Dombey and Son”, abordando a revolução industrial na perspectiva dos operários dos transportes ferroviários. No ano seguinte publica outro dos seus romances mais populares, “David Copperfield”, em grande parte autobiográfico. Em 1854, será a vez "Tempos Difíceis", dedicado ao escritor e amigo Thomas Carlyle.&lt;br /&gt;A revista semanal “Household Words”, onde viria a publicar, em folhetins, alguns dos seus romances, foi fundada também por ele, em 1850. A publicação seria reformulada em 1859, mudando de nome para “All the year round”. Extremamente popular na época, lido por milhares de leitores em todo o mundo, contando com um público fiel, Dickens tornou-se um homem de teres e haveres, o que lhe permitiu concretizar um sonho de criança e adquirir, em 1856, uma casa e propriedade de nome “Gad’s Hill Place”, perto de Chatham, onde passaria a viver até à sua morte. O local tinha também um significado especial porque algumas cenas do “Henrique V” de Shakespeare estavam indicadas como localizadas nessa mesma área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida familiar conturbada&lt;br /&gt;Mas a vida de Dickens ficou marcada por vários dramas e tragédias. A morte súbita da irmã da mulher, Georgina, com apenas 19 anos, foi uma delas, pois o escritor tinha por ela uma grande afeição. Em 1858, distanciado da mulher que amara, mas que entretanto o desiludira, divorcia-se, decisão obviamente não muito bem vista nessa época, sobretudo entre notáveis. Havia um evidente desajuste entre a vida de ambos. Por essa altura, morre igualmente uma filha recém nascida do casal. Catherine não conseguia partilhar a energia e a impetuosidade de Dickens. Houve rumores de um caso amoroso com a cunhada Georgina, mais tarde uma ligação fortuita com o seu amor de adolescência, Maria Beadnell, posteriormente o seu grande caso com a actriz Ellen Ternan.&lt;br /&gt;A 9 de Junho de 1865, ao regressar de França, onde fora visitar a amante, Dickens sofreu um acidente ferroviário, em Staplehurst. As seis primeiras carruagens do comboio caíram de uma ponte em reparação, a única carruagem que não se desmoronou foi aquela onde viajava Dickens, Ellen Ternan e a mãe desta. As duas senhoras desapareceram rapidamente do local da tragédia, o escritor desmultiplicou-se no auxílio aos feridos e quase se ia esquecendo de um original entre os destroços. Mas lembrou-se a tempo de resgatar, de dentro da carruagem do comboio, o manuscrito inacabado do seu romance “Our Mutual Friend”. Abafada a ocorrência, Ellen iria tornar-se na companheira fiel que não o abandonou até ao final dos seus dias, apesar de nunca se terem casado oficialmente. Mas o incidente teve outras consequências no escritor. Apesar de ter saído aparentemente ileso do acidente, nunca mais recuperou totalmente do choque. O ritmo da sua produção literária decresceu bastante depois deste episódio. Irá terminar lentamente “Our Mutual Friend” e não irá completar “The Mystery of Edwin Drood”, onde alguns estudiosos dizem sentir a influência de Wilkie Collins, amigo de Dickens e um dos pioneiros do romance policial. Dedicou grande parte dos últimos anos da sua vida a esforçadas e emotivas leituras públicas, que o debilitaram também. Sozinho em palco, lia de forma arrebatada e comovente excertos de obras suas que entusiasmavam as plateias. Foram essas leituras que o levaram novamente à América em 1867, desta vez em triunfo constante.&lt;br /&gt;Cinco anos depois do acidente de Staplehurst, exactamente no dia 9 de Junho de 1870, morreu e foi sepultado no “Poets' Corner”, na Abadia de Westminster. O túmulo encerra uma vida: “Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos. Com a sua morte desaparece um dos maiores escritores que a Inglaterra deu ao mundo.” A sua glória não para de crescer. Em 1980, a histórica Eastgate House, em Rochester, no Kent, foi convertida num museu dedicado a Charles Dickens. Aí também, anualmente, realiza-se o Festival Dickens. A casa onde nasceu, em Portsmouth é igualmente um museu. Londres também tem a sua casa-museu Dickens (Doughty Street, 48).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um escritor raro&lt;br /&gt;Muitos dos romances de Dickens foram escritos para serem distribuídos, mensal ou semanalmente, em folhetins publicados em jornais como o “Household Words”, o que tornava as histórias mais acessíveis a um público mais vasto. Um dos inegáveis talentos do escritor era essa capacidade em conciliar uma narrativa em fascículos (dir-se-ia hoje) com a possibilidade futura de se apresentarem, tal como hoje os conhecemos, num volume único, um romance coerente na sua globalidade. Apesar de nunca deixar de ter em conta o seu público-alvo, e de alterar por vezes o traçado da narrativa, em virtude de criticas ou reacções de leitores aos seus folhetins (exemplos disso encontram-se em “Martin Chuzzlewit”, onde foram incluídas cenas passadas na América, para contrariar o decréscimo de vendas dos primeiros capítulos, ou em “Our Mutual Friend”, onde aparece uma personagem, Riah, um judeu simpático, para contrapor ao pérfido Fagin, de “Oliver Twist”, que levou Dickens a ser acusado de anti-semitismo), a sua escrita aspirou sempre a uma altíssima qualidade, interligando o melodrama social e a sátira, a critica às deprimentes condições de vida de algumas classes e estratos sociais, em contraste com a leviandade e a avareza da alta sociedade vitoriana, que retrata expondo cinismo, hipocrisia, egoísmo e prepotência. Sendo um realista, era um realista de influência gótica, um escritor que como poucos sabia dosear a tragédia e o humor, a invenção e a fantasia com o mais premente realismo, em muitos aspectos autobiográfico. Cenas de tribunal, políticos parlamentares, crianças exploradas, prisões por dívidas, raparigas que morrem jovens, toda uma galeria de situações e de figuras nasce da sua própria experiência pessoal.&lt;br /&gt;Dickens soube retratar uma época de profundas transformações políticas, sociais, económicas e culturais. Filho do maior império do mundo, conseguiu escrever e testemunhar o que via e sentia de tal forma que ajudou a modificar a realidade social: algumas prisões fecharam ou foram remodeladas (Marshalsea e Fleet, por exemplo), estabelecimentos de ensino e orfanatos tal como existiam na época desapareceram, o saneamento básico de Londres foi reformulado, as condições de trabalho nas fábricas humanizadas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oliver Twist” de David Lean a Roman Polanski&lt;br /&gt;“Oliver Twist”, de Roman Poolanski, não é a melhor adaptação do romance, ainda que seja uma versão muito aproximada da concebida por Dickens. Vendo o filme e relendo o livro, notam-se semelhanças que apontam numa quase ilustração da palavra do escritor. Anteriormente outros realizadores já se tinham ocupado do tema, desde David Lean que dirigiu “As Aventuras de Oliver Twist” em 1948, uma excelente versão a preto e branco com Alec Guiness num Fagin inesquecível, até Carol Reed que, em 1968, levara a cinema a versão musicada de Lionel Bart, igualmente com bons resultados.&lt;br /&gt;Curiosamente há nas versões que conhecemos de “Oliver” abordagens diversificadas, mas cenas que parecem transitar de filme para filme. A personagem do bedel do orfanato muda de nome, não muda de figura, a sequência em que Oliver pede “mais comida” e a subsequente ida à direcção do orfanato (que se banqueteia principescamente com lautos pratos de apetitosa comida) parecem quase filmadas do mesmo ângulo e interpretadas pelos mesmos actores… Mas aí é a força da escrita de Dickens que relembra quase um guião de cinema e impõe uma directriz sem recuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As Aventuras de Oliver Twist”&lt;br /&gt;Centremo-nos na versão de 1948, de David Lean, “As Aventuras de Oliver Twist” que se destaca desde logo pela fabulosa fotografia a preto e branco assinada por Guy Green. Desde a sequência inicial que essa fotografia nos agarra, desde essa paisagem batida pelo temporal, com uma mulher grávida a avançar em direcção a um albergue de mendicidade, onde acaba por dar á luz um menino, antes de morrer. Os cenários são rebuscados, os enquadramentos sugestivos, a iluminação contrastada, o efeito seguro. Dir-se-ia, ao vendo o desenrolar da obra, que o filme cruza habilmente uma certa tradição de realismo social inglês e alguns vestígios apurados do expressionismo alemão, tanto ao nível do cenários, como da iluminação, do jogo das sombras e das luzes, prolongando-se até pelo desenho das personagens. Nesse aspecto toda a mise-en-scéne (ou realização) é particularmente forte na forma como sugere sem apontar. Veja-se logo no início, como os poderosos se enquadram, em relação a Oliver: ocupando o espaço, engolindo a criança, estrangulando a frágil silhueta, aprisionando-a num rectângulo sem horizontes.&lt;br /&gt;Quase no final, há uma sequência passada numa taberna que relembra o ambiente de “O Anjo Azul”, de Sternberg, e não raro nos vêm à memória imagens de “Matou”, de Triz Lang. Mas com a marca da criatividade de David Lean.&lt;br /&gt;Todo o filme é, aliás, uma excelente sucessão de sugestões de imagem e som que tornam inúteis quaisquer explicações trazidas pelo diálogo. Um exemplo: as crianças no albergue têm fome, e têm medo de o dizer. Espreitam os poderosos a comer numa farta mesa, e quando chega a vez de solicitar mais comida tiram à sorte quem o fará. A palha mais curta que define a iniciativa cabe a Oliver. Logo todos os colegas se afastam criando uma clareira de solidão à sua volta. E quando Oliver se dirige ao bedel Bumble, que o espera batendo ameaçadoramente com a varinha na perna, qualquer espectador antecipa as consequências do acto. Todo este clima de medo e prepotência é muito bem dado numa Londres sinistramente esconsa e suja, numa arquitectura de castelo fantasma ou torre de horrores. Neste particular, na elaboração dos cenários, também esta versão de David Lean é brilhante, criando uma reconstituição de época que quase nos transmite não só a cor como o cheiro, os sons e o tacto. E quase nada é apetecível nesta sociedade egoísta e velhaca, mesquinha e gananciosa, hipócrita e prepotente, onde os mais fracos soçobram, quer sejam as crianças como as mulheres.&lt;br /&gt;O filme não é rigorosamente fiel ao livro, mas julgo-o a mais fidedigna de todas as adaptações ao espírito do romance de Dickens, que tem merecido muitas e interessantes versões. Há personagens que desaparecem, Bet, por exemplo, a amiga de Nancy, e situações que surgem condensadas. O que é normal em casos como este. Mas para quem lê Dickens e vê o seu pequenino herói dividir com o cão do cangalheiro os restos e dormir debaixo do balcão de uma agência funerária, assolado pelos fantasmas de uma imaginação povoada por imagens tétricas, esta é definitivamente uma boa recriação do universo de um dos maiores escritores de língua inglesa.&lt;br /&gt;David Lean trouxe para “Oliver Twist” quase toda a equipa que dois anos antes havia realizado “Great Expectations”, com enorme sucesso crítico e de público, incluindo os produtores Ronald Neame e Anthony Havelock-Allan, o já citado director de fotografia Guy Green, o designer John Bryan e o montador Jack Harris. Kay Walsh, que era então mulher de David Lean, e tinha colaborado na adaptação de “As Grandes Esperanças”, interpreta aqui o papel de Nancy.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXTT1Mv9I/AAAAAAAAIkk/ayvZy2mn7HE/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399911942469763026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXTT1Mv9I/AAAAAAAAIkk/ayvZy2mn7HE/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;“Oliver” de Roman Polanski&lt;br /&gt;Umas pequenas notas ainda sobre a adaptação de Roman Polanski que, sendo uma obra muito apreciável de um ponto de vista cinematográfico, não é a obra-prima que se poderia esperar do autor desse vibrante e pungente “O Pianista” que evocava o gheto de Varsóvia com uma qualidade plástica e uma densidade humana invulgares. Neste mais recente “Oliver” que tem seguramente também muito de biográfico em relação ao próprio Polanski, há menos novidade e uma forma mais clássica, a rondar o académico, de contar uma história, de evocar atmosferas, de impor personagens. Numa ou outra ocasião, o génio do cineasta explode, como na sequência da descoberta do corpo assassinado de Nancy, na forma como se joga com a montagem e a banda sonora, na articulação dos planos, que terminam com uma paisagem agreste, com um ramo de árvore em primeiro plano e um agoirento corvo.&lt;br /&gt;Polanski confessou, em entrevista, que gostaria de realizar um filme a que pudesse assistir com os filhos ainda jovens. Andava por essa altura, de colaboração com o argumentista Ron Harwood (uma dupla que vem de “O Pianista”), à procura de um bom tema e surgiu-lhe a história do órfão que Dickens imortalizou. Desde os seus primeiros dias no tenebroso orfanato, Oliver Twist parece destinado a ser triturado por uma (ou múltiplas) encarnação do Mal que o persegue: a sua venda a um fabricante de caixões, a fuga e a ida para Londres, onde é desviado para o covil de Fagin, o judeu (no filme nunca referido enquanto tal) rei dos ladrões que domina as ruelas da cidade através de uma legião de miúdos, a prisão por um roubo que não cometeu e o posterior resgate por parte de um bondoso Mr. Brownlow, com peso na consciência, o rapto e o regresso às ruas, onde Nancy e Bill Sykes ocupam destacado lugar, tudo isto são peripécias de um calvário que tem muito a ver com a personagem de Wladyslaw Szpilman, interpretada por Adrien Brody em “O Pianista”: em ambos os casos temos figuras que o acaso confronta com situações limite que os ultrapassam e a que quase não reagem&lt;br /&gt;Não sendo o filme excepcional que se augurava do encontro de Dickens e Polanski, “Oliver Twist” é, ainda assim, um belíssimo retrato de uma Londres vitoriana e uma evocação suficientemente contrastada de uma sociedade saída de transformações importantes, que necessitava de ver corrigidos excessos e desumanos desvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“OLIVER TWIST” EM CINEMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEATH OF NANCY SYKES&lt;br /&gt;Título original: Death of Nancy Sykes&lt;br /&gt;(EUA, 1897); Argumento: Charles Dickens (romance)&lt;br /&gt;Intérpretes: Mabel Fenton (Nancy Sykes), Charles Ross (Bill Sykes), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MR. BUMBLE THE BEADLE&lt;br /&gt;Título original: Mr. Bumble the Beadle&lt;br /&gt;(Inglaterra, 1898); Argumento: Charles Dickens (romance)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MODERN OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: A Modern Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: J. Stuart Blackton (EUA, 1906); Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Curta-metragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: J. Stuart Blackton (EUA, 1909); Argumento: Eugene Mullin, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Edith Storey (Oliver), William Humphrey (Fagin), Elita Proctor Otis (Nancy Sykes), etc.&lt;br /&gt;Curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L’ ENFANCE D' OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: L’ Enfance d' Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Camille de Morlhon (França, 1910); Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Jean Périer&lt;br /&gt;Curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Produção: H.A. Spanuth (EUA, 1912) Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Vinnie Burns (Oliver Twist), Lillian DeLesque (Rose), Nat C. Goodwin (Fagin), Stuart Holmes (Bumble), Jack Hopkins (Charles Leeford), Frank Kendrick (Mr. Grimwig), Hudson Liston (Mr. Brownlow), Millie Liston (Mrs. Maylie), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Thomas Bentley (Inglaterra, 1912); Argumento: Thomas Bentley, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Ivy Millais (Oliver Twist), John McMahon (Fagin), Harry Royston (Bill Sykes), Alma Taylor (Nancy), Flora Morris (Rose Maylie), Mr. Rivary (Mr. Brownlow), Willie West, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: James Young (EUA, 1916); Argumento: Winthrop Ames, James Young, segundo romance de Charles Dickens; Fotografia (p/b): Harold Rosson; Assistentes de realização: Dudley Blanchard, W.S. Van Dyke;&lt;br /&gt;Intérpretes: Marie Doro (Oliver Twist), Edythe Chapman (Mrs. Brownlow), Tully Marshall (Fagin), Hobart Bosworth (Bill Sykes), James Neill (Mr. Brownlow), Elsie Jane Wilson (Nancy), Harry L. Rattenberry (Mr. Bumble), etc.&lt;br /&gt;Duração: 50 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TWIST OLIVER&lt;br /&gt;Título original: Twist Olivér&lt;br /&gt;Realização: Márton Garas (Hungria, 1919); Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Jenö Törzs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Lupu Pick (Alemanha, 1920); Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST, JR.&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist, Jr.&lt;br /&gt;Realização: Millard Webb (EUA, 1921); Argumento: F. McGrew Willis, segundo romance de Charles Dickens; Fotografia (p/b): William C. Foster; Apresentação: William Fox;&lt;br /&gt;Intérpretes: Harold Goodwin (Oliver Twist Jr.), Lillian Hall (Ruth Norris), George Nichols (Schoolmaster), Harold Esboldt (Dick), Scott McKee (o trapaceiro ardiloso), Clarence Wilson (Fagin), G. Raymond Nye (Bill Sykes), Hayward Mack (Monks), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TENSE MOMENTS WITH GREAT AUTHORS&lt;br /&gt;Título original: Tense Moments with Great Authors&lt;br /&gt;Episódio: Fagin&lt;br /&gt;Realização: H.B. Parkinson (Inglaterra, 1922); Argumento: W. Courtney Rowden, segundo Charles Dickens (romance); Intérpretes: Ivan Berlyn (Fagin), etc.&lt;br /&gt;Episódio: Nancy&lt;br /&gt;Realização: H.B. Parkinson (Inglaterra, 1922); Argumento: W. Courtney Rowden, segundo Charles Dickens (romance); Intérpretes: Ivan Berlyn (Fagin), Sybil Thorndike (Nancy), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Frank Lloyd (EUA, 1922); Argumento: Walter Anthony, Frank Lloyd, Harry Weil, segundo romance de Charles Dickens; Música: John Muri (versão restaurada em 1975); Fotografia (p/b): Glen MacWilliams, Robert Martin; Montagem: Irene Morra; Direcção artística: Stephen Goosson; Guarda-roupa: Walter J. Israel; Produção: Sol Lesser.&lt;br /&gt;Intérpretes: Lon Chaney (Fagin), James A. Marcus (Mr. Bumble), Aggie Herring (Mrs. Corney), Jackie Coogan (Oliver Twist), Nelson McDowell (Sowerberry), Lewis Sargent (Noah Claypole), Joan Standing (Charlotte), etc.&lt;br /&gt;Duração: 74 minutos; 98 minutos (versão de DVD)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: William J. Cowen (EUA, 1933); Argumento: Elizabeth Meehan, segundo romance de Charles Dickens; Música: Mischa Bakaleinikoff; Direcção musical: Abe Meyer; Fotografia (p/b): J. Roy Hunt; Montagem: Carl Pierson; Direcção de Produção: Herbert Brenon; Som: John Stransky Jr.; Produção: I.E. Chadwick.&lt;br /&gt;Intérpretes: Dickie Moore (Oliver Twist), Irving Pichel (Fagin), William 'Stage' Boyd (Bill Sikes), Doris Lloyd (Nancy Sikes), Alec B. Francis (Mr. Brownlow), Barbara Kent (Rose Maylie), etc.&lt;br /&gt;Duração: 80 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS AVENTURAS DE OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: David Lean (Inglaterra, 1948); Argumento: Stanley Haynes, David Lean, segundo romance de Charles Dickens; Música: Arnold Bax, Guy Warrack (Canções); Pianista (tema Oliver): Harriet Cohen; Apresentador: J. Arthur Rank; Fotografia (p/b): Guy Green; Montagem: Jack Harris; Decoração: T. Hopewell Ash, Claude Momsay; Guarda-roupa: Margaret Furse; Maquilhagem: Stuart Freeborn, Biddy Chrystal; Direcção de Produção: Norman Spencer; Assistentes de realização: George Pollock; Departamento de arte: John Bryan; Som: Stanley Lambourne, Gordon K. McCallum, Winston Ryder; Efeitos especiais: Stanley Grant, Joan Suttie; Produção: Ronald Neame, Anthony Havelock-Allan.&lt;br /&gt;Intérpretes: Robert Newton (Bill Sikes), Alec Guinness (Fagin), Kay Walsh (Nancy), Francis L. Sullivan (Mr. Bumble), John Howard Davies (Oliver Twist), Henry Stephenson (Mr. Brownlow), Mary Clare (Mrs. Corney), Anthony Newley (o trapaceiro ardiloso), Josephine Stuart (mãe de Oliver), Ralph Truman (Monks), Kathleen Harrison (Mrs. Sowerberry), Gibb McLaughlin (Mr. Sowerberry), Amy Veness (Mrs. Bedwin), Diana Dors (Charlotte), Frederick Lloyd, Ivor Barnard, Maurice Denham, W.G. Fay, Michael Dear, Henry Edwards, Hattie Jacques, Michael Ripper, Peter Bull, Deidre Doyle, Kenneth Downey, Edie Martin, Fay Middleton, Graveley Edwards, John Potter, Maurice Jones, Betty Paul, Erik Chitty, Arthur Mullard, Nosher Powell, Dennis Wyndham, etc.&lt;br /&gt;Duração: 116 minutos; Distribuição em Portugal: Lusomundo Audiovisuais (DVD); Classificação etária: M/ 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (série de TV)&lt;br /&gt;(Brasil, 1955) Argumento: Dionísio Azevedo, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Percy Aires, Jaime Barcellos (Fagin), Verinha Darci, Heitor de Andrade (Mr.Bumble), Lima Duarte, Guiomar Gonçalves, Luiz Gustavo (Raposa), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE DUPONT SHOW OF THE MONTH&lt;br /&gt;Título original: The DuPont Show of the Month (série de TV - 1957-1961)&lt;br /&gt;Realização: Daniel Petrie (episódio "Oliver Twist") (EUA, 1957); Argumento: Michael Dyne (episódio "Oliver Twist"),&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist / Episódio 3.4 - 4 Dezembro 1959&lt;br /&gt;Intérpretes: Tom Clancy (Bill Sykes), Frederick Clark (o trapaceiro ardiloso), John Colicos (Monks), Beulah Garrick (Mrs. Sowerberry), William Hickey (Toby Crackit), Michael Hordern (Mr. Sowerberry), Lucy Landau (Mrs. Corney), Ronald Long (Mr. Grimwig), John McGiver (Bumble), Anne Meara, Robert Morley (Mr. Brownlow), Dick O'Neill, Eric Portman (Fagin), George Rose (Juiz Fang), Inga Swenson (Rose), Richard Thomas (Oliver Twist), George Turner (livreiro), James Valentine (Noah Claypole), Margaretta Warwick, Nancy Wickwire (Nancy Sykes), Kathy Willard (Bet)&lt;br /&gt;Duração: 90 min cada episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (série de TV)&lt;br /&gt;Argumento: segundo romance de Charles Dickens; (Brasil, 1960)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LE THEATRE DE LA JEUNESSE: OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Le Théâtre de la jeunesse: Oliver Twist (TV)&lt;br /&gt;Realização: Jean-Paul Carrère (França, 1962); Argumento: Claude Santelli, Serge Zanetti, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: André Oumansky (Bill), Alice Reichen (Sally), René Clermont (médico), Philippe Ogouz (Renard), Gérard Riou (Olivier Twist), Jacques Seiler (director), Françoise Fleury (Mme Sowerberry), Albert Rémy (Sowerberry), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (mini-série para TV)&lt;br /&gt;Produção: Eric Tayler (Inglaterra, 1962) Argumento: Constance Cox, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Max Adrian (Fagin), George Curzon (Mr. Brownlow), Aimée Delamain (Sally), Donald Eccles (Mr. Sowerberry), Willoughby Goddard (Mr. Bumble), Melvyn Hayes (o trapaceiro ardiloso), Barbara Hicks (Mrs. Sowerberry), Carmel McSharry (Nancy), Bruce Prochnik (Oliver Twist), Peter Vaughan (Bill Sikes), etc.&lt;br /&gt;Duração: 30 minutos (13 episódios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (TV)&lt;br /&gt;Realização: Jean-Paul Carrère (França, 1962); Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Marcel Dalio, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER!&lt;br /&gt;Título original: Oliver! ou Lionel Bart's Oliver!&lt;br /&gt;Realização: Carol Reed (Inglaterra, 1968); Argumento: Vernon Harris, segundo musical de Lionel Bart, segundo romance de Charles Dickens; Música: Lionel Bart, Johnny Green; Fotografia (cor): Oswald Morris; Montagem: Ralph Kemplen; Casting: Jenia Reissar; Design de prdução: John Box; Direcção artística: Terence Marsh; Guarda-roupa: Phyllis Dalton; Maquilhagem: George Frost Bobbie Smith, Hugh Richards; Direcção de Produção: Denis Johnson Jr., Denis Johnson; Assistentes de realização: Colin M. Brewer,Ray Corbett; Departamento de arte: Vernon Dixon, Peter Dukelow, Percy Godbold, Ken Muggleston; Som: Buster Ambler, John Cox, Jim Groom, Bob Jones, Ken Runyon; Efeitos especiais: Alan Bryce; Produção: John Woolf.&lt;br /&gt;Intérpretes: Ron Moody (Fagin), Shani Wallis (Nancy), Oliver Reed (Bill Sikes), Harry Secombe (Mr. Bumble), Mark Lester (Oliver Twist), Jack Wild (o trapaceiro ardiloso), Hugh Griffith (Juiz), Joseph O'Conor (Mr. Brownlow), Leonard Rossiter (Mr. Sowerberry), Hylda Baker (Mrs. Sowerberry), Kenneth Cranham (Noah Claypole), Megs Jenkins (Mrs. Bedwin), Sheila White (Bet), Peggy Mount (Mrs. Bumble), Wensley Pithey (Dr. Grimwig), James Hayter, Elizabeth Knight, Fred Emney, Edwin Finn, Roy Evans, Norman Mitchell, Robert Bartlett, Graham Buttrose, Jeffrey Chandler, Kirk Clugston, Dempsey Cook, Christopher Duff, Nigel Grice, Ronnie Johnson, Nigel Kingsley, Robert Langley, Brian Lloyd, Peter Lock, Clive Moss, Ian Ramsey, Peter Renn, Billy Smith, Kim Smith, Freddie Stead, Raymond Ward, John Watters, Anthony Kemp, John Baskcomb, Frank Crenshaw, Jack Haig, Peter Hoare, Arnold Locke, Jane Peach, Norman Pitt, Nosher Powell, Keith Roberts, Vernon White, etc.&lt;br /&gt;Duração: 153 minutos; Classificação etária: M/ 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Hal Sutherland (EUA, 1974); Argumento: Ben Starr, segundo romance de Charles Dickens; Produção: Norm Prescott, Lou Scheimer.&lt;br /&gt;Intérpretes: Josh Albee, Cathleen Cordell, Lola Fisher, Robert Holt, Davy Jones, Larry D. Mann, Dal McKennon, Billy Simpson (Oliver Twist, voz), Larry Storch, etc.&lt;br /&gt;Duração: 91 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE FURTHER ADVENTURES OF OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: The Further Adventures of Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Ian Fordyce, Paul Harrison (Inglaterra, 1980); Argumento: David Butler, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Bryan Coleman (Mr. Brownlow), John Fowler (o trapaceiro ardiloso), Harold Innocent (Mr. Bumble), Daniel Murray (Oliver Twist), David Swift (Fagin), etc.&lt;br /&gt;Duração: 30 minutos (13 episódios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (TV)&lt;br /&gt;(1981) Argumento: segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes (vozes): Josh Albee (Oliver Twist), Les Tremayne (Fagin), etc.&lt;br /&gt;Animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (TV)&lt;br /&gt;Realização: Clive Donner (Inglaterra, EUA, 1982); Argumento: James Goldman, segundo romance de Charles Dickens; Música: Nick Bicât; Fotografia (cor): Norman G. Langley; Montagem: Peter Tanner; Direcção artística: Tony Curtis; Maquilhagem: Del Acevedo, Pauline Heys; Assistentes de realização: Michael Murray; Departamento de arte: Paul Purdy; Som: Sandy MacRae; Produção: Ted Childs, Norton Romsey, William F. Storke.&lt;br /&gt;Intérpretes: George C. Scott (Fagin), Tim Curry (Bill Sikes), Michael Hordern (Mr. Brownlow), Timothy West (Mr. Bumble), Eileen Atkins (Mrs. Mann), Cherie Lunghi (Nancy), Oliver Cotton (Monks), Richard Charles (Oliver Twist), etc.&lt;br /&gt;Duração: 103 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (mini-série para TV)&lt;br /&gt;Realização: Gareth Davies (Inglaterra, 1985); Argumento: Alexander Baron, segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Intérpretes: Ben Rodska (Oliver Twist), Scott Funnell (Oliver Twist, criança), Eric Porter (Fagin), Frank Middlemass (Mr. Brownlow), Lysette Anthony (Agnes Fleming/Rose Maylie), Amanda Harris (Nancy), Michael Attwell (Bill Sikes), Margaret Ainley, Nigel Anthony, Dicken Ashworth, etc.&lt;br /&gt;Duração: 360 minutos (12 episódios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE ADVENTURES OF OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: The Adventures of Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Fernandez Ruiz (EUA, 1991); Argumento: segundo romance de Charles Dickens; Música: Plácido Domingo Jr.; Fotografia (cor): Fernando Franco, Víctor Peña; Produção: Miguel Ángel Casillas, Elias Fernández.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LES NOUVELLES AVENTURES D' OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Les Nouvelles Aventures d'Oliver Twist (série de TV - 1997-1998)&lt;br /&gt;(França, EUA, 1997) segundo romance de Charles Dickens;&lt;br /&gt;Duração: 26 minutos (52 episódios); Animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (TV)&lt;br /&gt;Realização: Tony Bill (EUA, 1997); Argumento: Monte Merrick, segundo romance de Charles Dickens; Música: Van Dyke Parks; Fotografia (cor): Bing Sokolsky; Montagem: Axel Hubert; Casting: John Hubbard, Ros Hubbard; Design de prdução: Keith Wilson; Direcção artística: James Hambidge; Decoração: Jim Harkin; Guarda-roupa: Joanna Eatwell, Betsy Heimann; aquilhagem: Bernadette Dooley, Ken Jennings, Nina Kraft, Matthew W. Mungle, Stephen Rose; Direcção de Produção: Paul Munn; Assistentes de realização: Seamus Collins, Bill Kirk; Departamento de arte: Irene O'Brien, Steve Wheeler; Som: Jed M. Dodge, Alan O'Duffy, Phillip Seretti, Janja Vujovich; Produção: John Baldecchi, Richard Dreyfuss, Laurence Mark, Steven North, Morgan O'Sullivan, Stephen Sommers.&lt;br /&gt;Intérpretes: Richard Dreyfuss (Fagin), Elijah Wood (o trapaceiro ardiloso), David O'Hara (Bill Sikes), Alex Trench (Oliver Twist), Antoine Byrne (Nancy), Olivia Caffrey (Rose Maylie), Anthony Finigan (Mr. Brownlow), Maria Charles (Viúva Corney), Des Braiden (Juiz), Eileen Colgan (Mrs. Bedwin), etc.&lt;br /&gt;Duração: 91 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist (mini-série para TV)&lt;br /&gt;Realização: Renny Rye (Inglaterra, 1999); Argumento: Alan Bleasdale, segundo romance de Charles Dickens; Música: Elvis Costello, Paul Pritchard; Fotografia (cor): Walter McGill; Montagem: Wendy Edgar-Jones, David Rees; Casting: Abi Harris, Ros Hubbard, Martina Kubesova; Design de produção: Malcolm Thornton; Direcção artística: Stevie Herbert, Martin Maly; Guarda-roupa: Rosalind Ebbutt; Maquilhagem: Lesley Lamont-Fisher, Ivana Langhammerová, Chris Redman; Direcção de produção: Mally Chung, Martin Joy, Pavel Nový, Zbynek Pippal, Alasdair Whitelaw; Assistentes de realização: Peter Freeman, Lenka Pavlakova, Fletcher Rodley, Jeff Taylor, Tomas Zelenka; Departamento de arte: Jaroslav Cesal, David Creed, Radan Kapinos, Jirí Matolín, Gary Watson; Som: Gareth Bull, John Downer, Paul McFadden, Kate Morath, Ian Tapp, Oliver Tarney, Martin Trevis; Efeitos Especiais: Colin Gorry, Dennis Lowe; Produção: Alison Barnett, Alan Bleasdale, Michele Buck, Rebecca Eaton, Keith Thompson.&lt;br /&gt;Intérpretes: Sam Smith (Oliver Twist), David Ross (Mr Bumble), Julie Walters (Mrs. Mann), Roger Lloyd-Pack (Mr Sowerberry), Ger Ryan (Mrs Sowerberry), Michael Kitchen (Mr Brownlow), Annette Crosbie (Mrs Bedwin), Keira Knightley (Rose Fleming), Tim Dutton (Edwin Leeford), Lindsay Duncan (Elizabeth Leeford), Marc Warren (Monks), Robert Lindsay (Fagin), etc.&lt;br /&gt;Duração: 386 minutos (4 episódios)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOY CALLED TWIST&lt;br /&gt;Título original: Boy Called Twist&lt;br /&gt;Realização: Tim Greene (África do Sul, 2004); Argumento: Tim Greene, segundo romance de Charles Dickens; Música: Murray Anderson; Fotografia (cor): Mike Downie; Montagem: Ronelle Loots; Casting: Mito Skellern; Som: Jim Petrak, Jeremy Saacks; Produção: Aurelia Driver, Steven Markovitz, Gérard Rudolf, Clare van Zyl; Intérpretes: Peter Butler (Monks), Bill Curry (Bassedien), Goliath Davids (Bedel), Kim Engelbrecht (Nancy), Lesley Fong (Fagin), Bart Fouche (Bill Sykes), Jarrid Geduld (Twist), etc.&lt;br /&gt;Duração: 115 minutos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVER TWIST&lt;br /&gt;Título original: Oliver Twist&lt;br /&gt;Realização: Roman Polanski (Inglaterra, Republica Checa, França, Itália, 2005); Argumento: Ronald Harwood, segundo romance de Charles Dickens; Música: Rachel Portman; Fotografia (cor): Pawel Edelman; Montagem: Hervé de Luze; Casting: Celestia Fox; Design de prdução: Allan Starski; Direcção artística: Jindrich Kocí; Decoração: Jille Azis; Guarda-roupa: Anna B. Sheppard; Maquilhagem: Michele Baylis, Linda Eisenhamerova, Jean-Max Guérin, Didier Lavergne, Ivo Strangmüller; Direcção de Produção: Daniel Champagnon, Veronika Finkova, Jiri Husak, Ondrej Nerud; Assistentes de realização: Martina Götthansova, Vaclav Hanka, Vojta Hlavicka, Karolina Koutna, Olda Mach, Petr Nemecek, Ralph Remstedt, Caroline Veyssière; Departamento de arte: Alice Bartosova, Jana Bulakova, Barry Gibbs, Jan Kotik, Keith Pain, Katerina van Gemundova; Som: Philippe Amouroux, Nicolas Becker, Jean-Marie Blondel, Paul Conway, Jean Goudier; Efeitos especiais: Milos Brosinger, Petr Lukavec, Martin Oberlander, Jirí Vater; Efeitos visuais: David Bush, Manfred Büttner, Nora Elsner, Florian Gellinger, Clare Heneghan, Sandra Moll; Produção: Robert Benmussa, Timothy Burrill, Petr Moravec, Roman Polanski, Alain Sarde, Michael Schwarz; Intérpretes: Ben Kingsley (Fagin), Barney Clark (Oliver Twist), Leanne Rowe (Nancy), Mark Strong (Toby Crackit), Jamie Foreman (Bill Sykes), Harry Eden (o trapaceiro ardiloso), Edward Hardwicke (Mr. Brownlow), Ian McNeice (Mr. Limbkins), Jeremy Swift (Mr. Bumble), Frances Cuka (Mrs. Bedwin), Michael Heath (Mr. Sowerberry), Gillian Hanna (Mrs. Sowerberry), Alun Armstrong (Juiz Fang), Andy de la Tour, Peter Copley, Joseph Tremain, Andreas Papadopoulos, Laurie Athey, Filip Hess, Lewis Chase, Jake Curran, Chris Overton, Richard Durden, Timothy Bateson, Andy Linden, John Nettleton, Teresa Churcher, Gerard Horan, Morgane Polanski, Liz Smith, Levi Hayes, Ophelia Lovibond, Elvis Polanski, Patrick Godfrey, Anezka Novak, Andy Camm, Frank Mills, Turbo, David Meeking, Paul Brooke, Andrea Miltner, Kaeren Revell, Kay Raven, Lizzy Le Quesne, Robert Orr, Paul Eden, Nick Stringer, James Babson, Richard Ridings, etc. Duração: 130 minutos; Distribuição em Portugal: Lusomundo Audiovisuais; Classificação etária: M/ 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHARLES DICKENS:&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;Principais romances:&lt;br /&gt;The Pickwick Papers (1836)&lt;br /&gt;Oliver Twist (1837–1839)&lt;br /&gt;Nicholas Nickleby (1838–1839)&lt;br /&gt;The Old Curiosity Shop (1840–1841)&lt;br /&gt;Barnaby Rudge (1841)&lt;br /&gt;Romances de Natal:&lt;br /&gt;A Christmas Carol (1843)&lt;br /&gt;The Chimes (1844)&lt;br /&gt;The Cricket on the Hearth (1845)&lt;br /&gt;The Battle for Life (1846)&lt;br /&gt;Martin Chuzzlewit (1843-1844)&lt;br /&gt;Dombey and Son (1846–184*8)&lt;br /&gt;David Copperfield (1849–1850)&lt;br /&gt;Bleak House&lt;br /&gt;Hard Times (1854)&lt;br /&gt;Little Dorrit (1855–1857)&lt;br /&gt;A Tale of Two Cities (1859)&lt;br /&gt;Great Expectations (1860–1861)&lt;br /&gt;Our Mutual Friend (1864–1865)&lt;br /&gt;The Mystery of Edwin Drood (inacabado) (1870)&lt;br /&gt;Outros romances:&lt;br /&gt;Sketches by Boz (1836)&lt;br /&gt;American Notes (1842)&lt;br /&gt;A Child’s History of England (1851–1853)&lt;br /&gt;Contos:&lt;br /&gt;”A Christmas Tree”; "A Message from the Sea"; "Doctor Marigold"; "George Silverman’s Explanation"; "Going into Society"; "Holiday Romance"; "Hunted Down"; "Mrs. Lirriper’s Legacy"; "Mrs. Lirriper’s Lodgings"; "Mugby Junction"; "Perils of Certain English Prisoners"; "Somebody’s Luggage"; "Sunday Under Three Heads"; "The Child’s Story"; "The Haunted House"; "The Haunted Man and the Ghost’s Bargain"; "The Holly-Tree"; "The Lamplighter"; "The Seven Poor Travellers"; "The Trial for Murder"; "Tom Tiddler’s Ground"; "What Christmas Is As We Grow Older"; "Wreck of the Golden Mary".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9179845251329536803-466701279457778304?l=cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/feeds/466701279457778304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/2-de-novembro-de-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/466701279457778304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/466701279457778304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/2-de-novembro-de-2009.html' title='2 de Novembro de 2009'/><author><name>Lauro António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10809594794377056368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/SvBXSzMMODI/AAAAAAAAIkU/XNHBcOdCf-0/s72-c/14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9179845251329536803.post-6518519939619466912</id><published>2009-11-02T04:53:00.003Z</published><updated>2009-11-02T05:01:25.337Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Margarida Cardoso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lídia Jorge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Costa dos Murmúrios'/><title type='text'>26 de Janeiro de 2009</title><content type='html'>&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/Su5nTyBcTQI/AAAAAAAAIj4/FqpOJVXzQcM/s1600-h/2324g.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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A lombada do volume que tenho entre as mãos está bem dobrada, as páginas lidas e relidas, a dedicatória amiga, datada de 18 de Fevereiro de 1988. Relembro o prazer de então ao ler esta obra de um fôlego só. Há livros que são assim, abrem-se, agarram-nos e levam-nos consigo colados sabe-se lá até onde. Até onde a magia do escritor estender a passadeira. “A Costa dos Murmúrios” foi tal e qual, teve esse efeito imediato em mim, de tal forma que dias depois, dois, três, não mais, estava eu a telefonar à Lídia Jorge a dar notícia do meu entusiasmo, mas ia mais longe: pedia-lhe autorização para começar a pensar numa adaptação ao cinema. Eu queria adaptar “A Costa dos Murmúrios” a filme e a Lídia, com aquela doçura habitual, aceitava “reservar-me” desde logo a sua obra para eu a reinventar em imagens.&lt;br /&gt;Mas do que se deseja ao que realmente se faz vai uma eternidade, mais do que isso vai o que Deus dispõe quando o homem põe e a verdade é que, por uma razão e por outra (nomeadamente pela minha colaboração com a TVI, entre 1991 e 1997, que me impossibilitou outras iniciativas, particularmente de realização cinematográfica, ainda para mais a executar longe de Lisboa), o projecto foi-se alongando no tempo, até que um dia recebo um telefonema da Lídia perguntando se ainda queria manter os “direitos” em meu poder e se ainda pretendia realizar o filme, ou se cederia “a sua palavra” para a Margarida Cardoso adaptar o romance. Por várias razões também não hesitei na resposta, muito embora intimamente não possa afirmar que não tenha sofrido um pouco ao dizer o que disse.&lt;br /&gt;Apesar de ter por “A Costa dos Murmúrios” uma afeição profunda, muito embora grande parte do meu “filme” o tivesse já na cabeça, e outra parte esboçada em planificação, disponibilizei-me desde logo a abdicar desse trunfo e cedê-lo à Margarida Cardoso que admiti de imediato poder fazer uma excelente adaptação, tanto mais que ela tinha conhecimento prévio do cenário geográfico e da situação histórica: filha de militar, vivera a infância em Moçambique durante o final dos anos 60 e a última fase do colonialismo português e da guerra ali sustentada. A minha reacção, aliás, nem poderia ter sido outra, dadas as minhas ligações de profunda amizade e admiração tanto com a Lídia Jorge como com a Margarida Cardoso (com esta última, acrescida ainda do facto de ter trabalhado com ela em vários filmes meus).&lt;br /&gt;O resultado da adaptação é excelente e devo dizer, desde já, que considero “A Costa dos Murmúrios”, de Margarida Cardoso, um dos grandes filmes portugueses das últimas décadas e uma das nossas mais profundas e maduras reflexões sobre a Guerra Colonial expressa em imagens. A filmografia portuguesa não é abundante quanto a títulos que recuperem tempos e imagens da Guerra Colonial e, sobretudo, é extremamente exígua no que diz respeito a obras rodadas nas antigas colónias. “A Costa dos Murmúrios” tem a particularidade de conciliar uma visão da “frente” (é rodado parcialmente em Moçambique e remete para a época da “Operação Nó Górdio”), com um olhar da “retaguarda” (são as mulheres dos militares que ocupam o centro da obra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evita, Helena, Luís e Jaime&lt;br /&gt;Evita é a protagonista. Vai até África para casar com Luís, um oficial do Exército Português, destacado em Moçambique para defender o Império. Evita e Luís tiveram um namoro em Lisboa que prenunciava uma vida a dois de um certo tipo, com uma orientação determinada, e foi com essas expectativas que Evita desce do avião em Lourenço Marques. Mas o Luís que encontra já não é o mesmo com quem falava nas esplanadas do Campo Grande, o mesmo que descobria fórmulas matemáticas, o mesmo que colocava dúvidas quanto à posição de Portugal sobre as suas colónias. O Luís que reencontra é outro, um homem dominado pela experiência traumática que atravessa e pela imagem do “seu” capitão, absorvido pelos ideais coloniais, um apreciador de certos “prazeres novos” e surpreendentes para Evita, como “fazer o gosto ao dedo”, matando flamingos nas praias moçambicanas (“Repara como eles nem dão por isso, como se estão nas tintas uns para os outros”), ou, supremo prazer de macho, “atirar no cu das galinhas”.&lt;br /&gt;Para Luís as dúvidas entre “o ser e o parecer” desapareceram, “agora é a sério”, “não é mais um cafezinho no Campo Grande”. Evita, pelo contrário, continua a pensar pela sua cabeça, o que leva o capitão a não a olhar com bons olhos. Ele que já domesticou a mulher, espera domesticar Evita facilmente, mas a tarefa revela-se mais difícil do que supusera no início. “Uma solução política? Entregar esta terra aos nossos inimigos”, pergunta. Ao que Evita responde segura de si e sem vacilar: “se o inimigo for realmente o dono da terra, sim!”&lt;br /&gt;As dúvidas “entre o ser e o parecer” só aparentemente se esfumaram. Elas continuam presentes, ainda que cada vez menos dúvidas, cada vez mais certezas. Helena (“Helena de Tróia”, como lhe chamam), que em grego quer dizer “a origem do conflito”, como recorda Evita, afinal não está “domesticada”, apenas “adormecida” na aparência. Quando o marido parte para a frente da grande batalha, para o Norte, “rumo à glória e a vitória final”, não deixa de fazer estimativas diárias em relação às previsões das estatísticas de baixas portuguesas (“calculam-se cem mortos, dos quais quatro oficiais”). Deliberadamente vive fechada em casa, renuncia a sair à rua, provocando a si própria uma clausura estranha, como aquela que o marido solicitara anteriormente por várias vezes, mas que desta feita pratica sem que nada lhe tenha sido exigido. Uma clausura que é uma oferenda aos deuses. Para que a sobrevivência do marido esteja assegurada? Não. Para que ele não regresse, não volte vivo. Para poder readquirir a sua liberdade. Para finalmente se libertar da mancha que marca a sua consciência, o assassinato do amante que o marido surpreendera e que fora descoberto, dias depois, numa praia das redondezas, com um tiro na cabeça, em resultado de uma roleta russa jogada sob ameaça em nome da dignidade ofendida.&lt;br /&gt;Para testar a dedicação da mulher, o alferes Luís também irá perguntar a Evita se ela “era capaz de ficar aqui fechada até ele voltar”, mas a resposta é “não”. Ela não aceita anular-se perante o que considera errado, injusto, absurdo.&lt;br /&gt;O filme começa com imagens de arquivo de um Moçambique português em estado de guerra: a descida de um avião da TAP que regressa de Lisboa, despejando na pista de aterragem militares e civis, enquanto se ouve a voz de Simone de Oliveira cantando um “hit” dessa época, “Sol de Inverno”, onde imperam “Sonhos que Sonhei”. Depois acompanhamos um “travelling” no interior de um autocarro, ao longo das ruas da cidade, com o rosto de Evita em primeiro plano. É o olhar de Evita que nos irá conduzir ao longo do filme, um olhar que já fora igualmente em grande parte o olhar de Lídia Jorge e agora se transmuda no olhar de Margarida Cardoso. Sonhos que todas viveram, cada uma à sua maneira. Sonhos de amor, sonhos de África, sonhos de um império em desagregação. Sonhos… O que vai do “ser ao parecer”. O que vai da realidade (vá se lá saber qual!) à sua aparência. Os cortinados que descobrem/encobrem rostos e emoções, as esquinas dos prédios e as portas e janelas que escondem/revelam olhares e gestos, os enquadramentos que estreitam/aprofundam situações e comportamentos.&lt;br /&gt;O filme de Margarida Cardoso fala do secreto, do íntimo, do que se esconde e do que se revela em segredo, do que se diz e do que se cala, do que se oculta e do que se expõe – da guerra utópica que se mostra e da guerra real que se censura, da notícia críptica que sai e da outra reveladora que não se pode dar à estampa, dos sentimentos que se sentem e se calam, das emoções que se ostentam e mentem, da verdade que é mentira, da mentira que é verdade. Tudo por detrás dos cortinados, como num coro grego, esse murmurar de mulheres que tecem na sombra, Penélopes modernas de novas guerras de Tróia, segredando meias verdades e meias mentiras, bordando a passagem do tempo que lentamente se escoa enquanto se vão multiplicando lá fora, longe da paz adormecida do Hotel Stella Maris, os cadáveres envenenados de negros que bebem álcool etílico envasilhado em garrafas de champanhe. “As autoridades estão apreensivas, mas optimistas, ainda há tempo para recuperar os corpos e iniciar a regata.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enquadramento histórico&lt;br /&gt;Desde 1961 que Portugal vivia uma guerra colonial, iniciada em Angola, mas depois propagada às restantes colónias, com especial destaque para Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde.&lt;br /&gt;“A Costa dos Murmúrios” situa-se em Moçambique num período decisivo da guerra nessa colónia. Em meados de 1969, o general Kaúlza de Arriaga assume o cargo de comandante das forças terrestres de Moçambique, em substituição de Costa Gomes e, no início do ano seguinte, é nomeado comandante-chefe das Forças Armadas, rendendo o general Augusto dos Santos. Kaúlza é um dos símbolos da versão mais extremada da política do Estado Novo. Mais teórico que operacional, entusiasta das teses americanas e francesas desenvolvidas nas Guerras do Vietname e da Argélia, resolve adoptar uma fórmula semelhante quando assume o comando das tropas em Moçambique. Em finais da década de 60, a Frente de Libertação de Moçambique (FREMILO) encontra-se “num período difícil da sua história. Em Fevereiro de 1969, uma carta armadilhada, enviada pela PIDE para a sede da FREMILO em Dar-es-Salam, matara Eduardo Mondlane. Como se previa, a morte do fundador e líder dera origem a uma intensa luta pelo poder. Formam-se várias facções e um dos líderes da etnia maconde, Lázaro Kavandame, apresenta-se mesmo às autoridades portuguesas.” (José Pedro Castanheira, in Expresso, 27 de Novembro de 2004)&lt;br /&gt;A tese de Kaúlza “é a de que o melhor caminho para derrotar a guerrilha subversiva é uma grande operação militar. A sua ambição é a aniquilação, rápida, pura e simples, da FREMILO, que desde 1965 move uma paciente luta de guerrilha, primeiro no Niassa, agora em Cabo Delgado, mas a sua estratégia militar vai ao arrepio da experiência acumulada pelos seus antecessores. Apesar disso, Kaúlza insiste em «fazer a guerra à maneira dos americanos, com o ‘search and destroy’», como caracterizou o general Augusto dos Santos, no livro “A Guerra de África” (1961-1974), de José Freire Antunes. Uma das primeiras medidas é a criação, em Dezembro, do Comando Operacional das Forças de Intervenção (COFI), tendo como comandante o coronel pára-quedista Armindo Videira. E em 1970 avança para operações de grande envergadura, das quais a mais famosa é a «Nó Górdio». (ibidem).&lt;br /&gt;Os governadores-gerais de Moçambique por essa época foram, primeiramente Baltazar Rebelo de Sousa, depois Arantes e Oliveira, e nem um nem outro se mostravam também muito entusiasmados com as terias de Kaúlza.&lt;br /&gt;Mas a operação “Nó Górdio” faz-se. O objectivo era, como afirma José Pedro Castanheira, “derrotar a Frelimo no seu principal reduto: o planalto dos macondes, na província de Cabo Delgado, no extremo-norte de Moçambique. O alvo são as três principais bases da guerrilha, conhecidas pelos nomes de “Gungunhana”, “Moçambique” e “Nampula”. A vila de Mueda é escolhida como base. A operação - que bem poderia designar-se por batalha - inicia-se a 1 de Julho de 1970, no mesmo dia em que os movimentos de libertação das colónias portuguesas, entre os quais a Frelimo, são recebidas no Vaticano pelo Papa Paulo VI. Participam mais de oito mil homens - cerca de 40 por cento dos efectivos da província, incluindo todas as unidades de forças especiais (comandos, fuzileiros e pára-quedistas), as forças de intervenção entretanto criadas, e a quase totalidade da artilharia de campanha e das unidades de reconhecimento e engenharia.”&lt;br /&gt;Autor do livro “Moçambique 1970. Operação Nó Górdio”, Carlos de Matos Gomes escreve que “o conceito na manobra gizada para a operação assentava num cerco descontínuo, constituído por emboscadas montadas por unidades de caçadores e patrulhamento dos itinerários pelos dois esquadrões de reconhecimento ao longo de 140 km, para isolar o núcleo central onde se encontravam os três objectivos principais”. A operação, apoiada por “fogos de artilharia e aéreos e conjugada com uma intensa campanha psicológica”, para provocar a rendição e a desmoralização do inimigo, parece inicialmente ir correr bem: as bases são tomadas sem resistência, entre 6 e 15 de Julho de 1970. Dos “turras”, nem rasto. O pior viria depois. O que era uma guerra concentrada no norte de Moçambique, explode em diversas direcções e focos. A guerrilha fragmenta-se. Enquanto Kaúlza anuncia ao País, pela televisão, com o auxílio de mapa e ponteiro, uma vitória rápida e definitiva, com o inimigo “desarticulado”, “atemorizado”, “desmoralizado” e “desprestigiado”, a realidade no terreno é outra bem diferente. As populações civis não se apresentaram como o general imaginava e desejara em função do lançamento massivo de uma campanha de guerra psicológica como antes nunca vista. As baixas são fortes, tanto do lado português, como da Frelimo e algumas acções das tropas portuguesas, a roçar o genocídio, permitem acções internacionais que descredibilizam a razão portuguesa. Como assinalam Aniceto Afonso e Matos Gomes, a “passagem de um meio operacional de guerra declarada para outro muito fluido (...) causou sérias perturbações e teve as consequências conhecidas e dramáticas, com a máxima expressão nos massacres de populações em Wiriyamu, Chawola, Inhaminga”.&lt;br /&gt;A estratégia de Kaúlza suscitou um coro de críticas, como o testemunha José Pedro Castanheira: “Desde responsáveis da PIDE, como São José Lopes, até numerosos militares com larga folha de serviços na guerra colonial, como os generais Almiro Canelhas, Diogo Neto ou Costa Gomes. No livro de Freire Antunes, Costa Gomes diz que a operação “foi um erro”, na medida em que foi “uma aplicação dos conceitos de guerra clássica à guerra subversiva”. No mesmo livro, Silva Cunha, ex-ministro do Ultramar e da Defesa, fez um balanço desastroso da “Nó Górdio”: “Era como atirar uma pedra para um vespeiro: as vespas fogem para todos os lados”. Resultado: “A subversão expandiu-se, em lugar de ser dominada.” Decisiva foi a avaliação final de Marcello Caetano, que retirou Kaúlza de Moçambique em 1973. Para o seu lugar, apostou numa “outra pessoa que possa rever os conceitos e tácticas”. E qual o balanço feito pelo inimigo? Na entrevista concedida a Manuela Cruzeiro, Costa Gomes evoca o testemunho de Samora Machel, que, já Presidente de Moçambique, lhe terá dito que a “Nó Górdio” fora “o maior favor que o general Kaúlza lhe podia ter feito”.&lt;br /&gt;Com razão ou não, a verdade é que quase todos são unânimes em considerar esta operação uma das causas que precipitaram o fim da guerra, em virtude de terem agudizado uma situação de descontentamento interno da parte das forças armadas portuguesas, que vão estar na base da revolução de 25 de Abril de 1974. Por tudo isto, o enquadramento histórico, militar e político de “A Costa dos Murmúrios” não pode deixar de ser emblemático de uma situação mais vasta, envolvendo todas as frentes da guerra colonial. O que se percebe neste mergulho na memória colectiva (e individual) de um povo, é essa situação de incerteza e dúvida permanente, esse abanar de convicções como os ramos das árvores batidas pelo vento, esse mal-estar que se instala lentamente no horror das diversas “frentes” e na dor de quem espera e desespera da retaguarda. Nas dóceis Penélopes que tecem sem levantar os olhos do bordado, nas martirizadas Helenas que esperam apenas o momento da vingança, ou nas indomáveis Evitas que arriscam em cada gesto o seu desejo de afirmação e a afirmação de um desejo.&lt;br /&gt;Remorso? Não. Culpa. O que leva a queimar as fotografias de feitos de que outrora se preservava a memória para iluminar futuros gloriosos e de que agora se pretende anular a existência através do fogo. O vento que bate na copa das árvores. A praga de gafanhotos a varrer o terraço do Stella Maris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro ao filme&lt;br /&gt;As qualidades da obra literária estão há muito definidas. As da adaptação parecem-me óbvias. É verdade que o filme é bastante diferente do livro na sua estrutura, há rupturas, descontinuidades, elipses. Mas no essencial o filme traz-nos algo do essencial do livro. É “uma leitura” possível, legítima. O que há de “India Song” no romance de Lídia Jorge, há de “India Song” no filme de Margarida Cardoso. Mantendo-se fiel ao tom, ao ritmo, ao “tempo”, à ironia da distanciação, à amargura dos olhares, à justeza dos gestos incompletos, a realizadora ganhou a batalha da adaptação impondo uma voz pessoal.&lt;br /&gt;A obra de Lídia Jorge divide-se em duas partes, que se interpenetram. Num primeiro tomo, “Os Gafanhotos”, evoca-se, na terceira pessoa, um caso realmente acontecido nesse período da Guerra Colonial, e visto em simultâneo com a boda do alferes Luís Alex e de Eva Lopo, recentemente chegada a Moçambique. Trata-se de um estranho e singular acontecimento sucedido com os indígenas, cujos cadáveres se vão dispersando pelas ruas, envenenados por álcool etílico engarrafado indevidamente, e que assim provoca um massacre que alguns oficiais acham providencial: são menos guerrilheiros que terão de combater.&lt;br /&gt;Numa segunda parte da obra, surge então “A Costa dos Murmúrios” propriamente dita, com Eva Lopo, duas décadas depois dos acontecimentos vividos em África, a recordar e revelar o que antes fora um mistério e um enigma, e que agora déspota como uma verdade histórica. Obviamente que esta divisão não acontece no filme, onde uma ordem cronológica mais linear se impõe.&lt;br /&gt;Sobre a adaptação afirmou Lídia Jorge: “O número de imagens que um livro oferece são infinitas, as imagens de um filme são finitas. Da passagem de uma coisa para a outra existe um transvaze inevitável, onde alguma coisa em geral se perde em número e alguma se ganha em intensidade. No caso de “A Costa dos Murmúrios”, apesar de ter tido conhecimento prévio do argumento, e do cenário das filmagens não ser propriamente um mistério, o resultado do filme foi-me bastante surpreendente. As primeiras imagens surgiram e eu compreendi que a história que tinha escrito, sob as mãos da Margarida, e o corpo dos actores, havia-se transformado numa outra realidade, reescrita à luz de um outra invocação. Mas devo dizer, em abono da verdade, que essas “diferenças” constituem mais revelações do que estranhezas e levaram-me num primeiro momento a revisitar o livro com outro olhar e a rever o filme pela segunda vez, com um sentimento de muito maior proximidade. Entre filme e livro, afinal, não encontro propriamente divergências, encontro deslocação de elementos e diferentes modos de intensidade, para dizer o mesmo - que se trata do desejo de erguer um relato para não deixar sumir na inadvertência alguma coisa grande e dolorosa, pessoal e colectiva, que persiste, a mesma vontade de criar um espaço ficcional onde alguma coisa fora do paradigma acontece, a mesma vontade de que isso suceda sob o impacto de imagens criadas pela alucinação da memória. Esse parece-me ter sido o nosso pacto inicial, e respeitado isso, o resto é pormenor. Ou estética. Porque os modos sempre são diversos.”&lt;br /&gt;E mais adiante: “Sendo “A Costa dos Murmúrios” um livro que “não vai à guerra”, mas não fala de outra coisa senão dela, a imagem da “roleta russa” foi-me indispensável como concentração do combate, síntese da sua arbitrariedade, paráfrase do vício da violência. Entreguei-me a essas duas cenas com a rudeza própria de quem desejou criar um contraponto em abreviado dessa brutalidade como jogo no tempo do intervalo. Concebi esse transe como coisa rude. Mas a Margarida criou as duas cenas retirando-lhes a parte grosseira, criando no lugar dos tiros e dos tampos manchados das cadeiras vermelhas sugestões narradas como nos sonhos. Talvez por isso mesmo o filme atinja aí, nas cenas dos amantes, os seus momentos mais altos. É uma violência que fala da violência sem a mostrar, como raramente acontece no cinema. Uma rara decência de narrar. Isso emociona-me, porque o pacto, feito no início, está inteiramente cumprido. A beleza está no seu lugar.” (Lídia Jorge, in Expresso, 27 de Novembro de 2004).&lt;br /&gt;Uma das mais profundas transformações que se notam nesta adaptação tem a ver com o tom feminino ou feminista do olhar. Em Lídia Jorge este é um ajuste de contas entre homens e mulheres, mulheres humilhadas e ofendidas que se revoltam, de uma forma ou de outra, acabando por trair os homens-maridos que as mantêm em cativeiro, físico ou psicológico. Mas tudo se processa no domínio de uma heterossexualidade assumida. No caso de Margarida Cardoso, essa heterossexualidade resvala lentamente, de uma forma insinuante, mas nítida, para o assumir de uma forma latente ou real de lesbianismo, nas personagens de Evita e Helena, arrogando-se a vingança de outros contornos, que podem tornar a obra menos “política” e mais psicanalítica.&lt;br /&gt;Há neste filme imagens deslumbrantes e surpreendentes pela justeza do enquadramento, pelo pudor do olhar, pela delicadeza das cores que instilam um dramatismo suave e discreto/secreto como em tudo o mais nesta obra. A beleza do enquadramento das imagens é uma das primeiras revelações desta obra. Luís a tomar banho, uma bota em primeiro plano, no chão da casa de banho, foi um plano que me ficou na memória, entre dezenas de outros; as mulheres encostadas ao muro do terraço do hotel, imagem de solidão suprema; um rosto de mulher por detrás de um cortinado; o afagar do sexo, a mão que se retira, secreta; uma árvore dobrada pela ventania; um grande plano do rosto de uma mulher; um olhar perdido, interrogando; uma praia, um carro, quatro personagens dispersos em locais diferentes, as armas, os flamingos…&lt;br /&gt;Deve sublinhar-se ainda a justeza da interpretação, toda ela particularmente cuidada, contida, com especial destaque para Beatriz Batarda (Evita) e Monica Calle (Helena), ou não fosse este um filme de olhar e sensibilidade especialmente femininas. Mas Filipe Duarte (Luís), Adriano Luz (Jaime Forza Leal) e Luís Sarmento (Jornalista) estão igualmente muito bem, defendendo personagens difíceis. Depois, haverá ainda a referir a música de Bernardo Sassetti, notável, na forma como cria uma envolvência perfeita, tal como a fotografia macerada de Lisa Hagstrand. Um belo filme, uma excelente “leitura” pessoal da obra de Lídia Jorge. A minha teria sido diferente. Mas para cada leitor há um romance diferente. Para cada adaptação um filme diverso. O que faz a magia de tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A COSTA DOS MURMÚRIOS&lt;br /&gt;Titulo original: A Costa dos Murmúrios&lt;br /&gt;Realização: Margarida Cardoso (Portugal, 2004); Argumento: Cedric Basso, Margarida Cardoso, segundo romance de Lídia Jorge; Música: Bernardo Sassetti; Fotografia (cor): Lisa Hagstrand; Montagem: Pedro Marques; Design de produção: Augusto Mayer; Direcção artística: Ana Vaz; Guarda-roupa: Silvia Meireles; Maquilhagem: Sano De Perpessac; Direcção de produção : João Montalverne; Assistentes de realização: João Fonseca, Nuno Godinho; Som: Carlos Alberto Lopes, Branko Neskov; Produção: Filmes do Tejo / Maria João Mayer, João Ribeiro.&lt;br /&gt;Intérpretes: Beatriz Batarda (Evita), Filipe Duarte (Luís), Monica Calle (Helena), Adriano Luz (Jaime Forza Leal), Luís Sarmento (Jornalista), Sandra Faleiro (Mulher de Góis), Custódia Galego (Senhora 1), Carla Bolito (Senhora 2), José Airosa, Dinarte Branco, João Lagarto, Fernando Luís, Nuria Mencía, Carlos Pimenta, Ângelo Torres (Recepcionista Hotel), Marcello Urgeghe, etc.&lt;br /&gt;Duração: 115 minutos; Distribuição em Portugal: Filmes do Tejo/ Atalanta Filmes; Classificação etária: M/ 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauro António&lt;br /&gt;26 de Outubro de 2009&lt;br /&gt;Lisboa, Reitoria da Cidade Universitária, Europa Viva, Ciclo de Cinema e Literatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁFRICA E A GUERRA COLONIAL NO CINEMA PORTUGUÊS&lt;br /&gt;Filmografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reúnem-se seguidamente algumas referências cronológicas sobre o cinema português que tem África e/ou a Guerra Colonial como cenário. Interessante será notar a forma diferenciada como o colonialismo é apresentado ao longo das décadas, mostrando a forma como era olhado pelo Estado e a Sociedade. Até finais da década de 50, o colonialismo existia, era apresentado francamente, de uma forma ingénua e despreconceituosa. Veja-se “O Costa de África”, e percebe-se que se era “colonialista” sem problemas de consciência e se apresentavam os negros tal como eram tratados 8enfim, mais ou menos…). A seguir ao deflagrar dos movimentos independentistas, a partir de 1961, cria-se um novo olhar e encomendam-se filmes como “Nossos Irmãos, os Africanos”, ou “Angola na Guerra e no Progresso”. Depois de 1974, a visão torna-se critica e a “culpa” instala-se. Mas raros são os títulos que abordam a guerra. Procura-se, sobretudo, analisar a sociedade que na retaguarda permitia e incentiva essa guerra, ou com ela sofria.&lt;br /&gt;Uma última nota ainda: esta listagem é necessariamente incompleta, mas é uma primeira contribuição para estabelecer uma filmografia dedicada a África e à guerra colonial portuguesa, vistas no cinema português. Os filmes são indicados normalmente através do seu ano de estreia, título original, nome de realizador, de produtor e duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTARISMO (só depois de 1974):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1974 - GUINÉ 74 - Telecine-Moro - 15 m&lt;br /&gt;1974 – ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO, de António-Pedro Vasconcelos – RTP - 70 m&lt;br /&gt;1975 – ANGOLA, ANO ZERO (ANO DE INDEPENDÊNCIA), de Francisco Henriques, José Reynes e Vítor Henriques&lt;br /&gt;1975 - MOÇAMBIQUE, DOCUMENTO VIVO, de Viriato Barreto - Courinha Ramos - 90 m&lt;br /&gt;1975 - DEUS, PÁTRIA, AUTORIDADE, de Rui Simões - IPC RTP - 110 m&lt;br /&gt;1976 - MOÇAMBIQUE UM ANO, de Fernando de Almeida e Silva&lt;br /&gt;1977 – MOÇAMBIQUE INDEPENDENTE, de António Escudeiro - Francisco de Castro&lt;br /&gt;1977 – GUINÉ - BISSAU – INDEPÊNDENCIA, de António Escudeiro - Francisco de Castro - 23 m&lt;br /&gt;1977 – INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA, O Governo de Transição - António H. Escudeiro – Francisco de Castro – 22 m&lt;br /&gt;1980 – ÁFRICA 80, de Barata Feyo – série televisiva de quatro episódios&lt;br /&gt;1980 – BOM POVO PORTUGUÊS, de Rui Simões – VirVer – 135 m&lt;br /&gt;1981- MÚSICA, MOÇAMBIQUE!, de José Fonseca e Costa - Filmform / Instituto Nacional de Cinema - 91 m&lt;br /&gt;1999 - DE ANGOLA À CONTRACOSTA - SIC&lt;br /&gt;1999 - NATAL 71, de Margarida Cardoso&lt;br /&gt;2000 – AGOSTINHO NETO, de Orlando Fortunato – Continental Filmes (Paulo de Sousa) – RTP – 52m&lt;br /&gt;2001 – ANO DE GUERRA - GUINÉ, de José Barahona – Acetato / RTP – 50 m&lt;br /&gt;2001 – AMÍLCAR CABRAL, de Ana Lúcia Ramos – Continental Filmes (Paulo de Sousa) – RTP – 52m&lt;br /&gt;1939 - A SEGUNDA VIAGEM TRIUNFAL, de Paulo de Brito Aranha – SPAC – 74 m&lt;br /&gt;1963 – NOSSOS IRMÃOS, OS AFRICANOS, de Ed Keffel – Soc. D. Pedro II – 85 m&lt;br /&gt;1964 – CATEMBE, de Manuel Faria de Almeida – Faria de Almeida, António da Cunha Telles – 45 m (versão cortada) – 80 m (v.o.)&lt;br /&gt;1966 – PORTUGAL DE HOJE, de J, N, Pascal-Angot – SNI – 90 m&lt;br /&gt;1966 – PORTUGAL, MEU AMOR, de Jean Manzon – Américo Leite Rosa, João Alencar Filho – 84 m&lt;br /&gt;1971 – ANGOLA NA GUERRA E NO PROGRESSO, de Quirino Simões – Serv. Inf. Pública das Forças Armadas – 75 m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1972 – MISS MOÇAMBIQUE 1972, de Courinha Ramos - Courinha Ramos – 100 m&lt;br /&gt;1974 – EUSÉBIO, A PANTERA NEGRA, de Juan de Orduña – J. Lorenzo Pérez – 86 m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICÇÃO (só época sonora):&lt;br /&gt;1940 - O FEITIÇO DO IMPÉRIO; de António Lopes Ribeiro – SPAC – 146 m&lt;br /&gt;1953 - CHAIMITE, de Jorge Brum do Canto – Cinal – 157 m&lt;br /&gt;1953 – CHIKWEMBO!, de Carlos Marques – Filipe Solms – 73 m&lt;br /&gt;1954 – O COSTA DE ÁFRICA, de João Mendes - Filipe Solms, Ricardo Malheiro, Henrique Santana – 108 m&lt;br /&gt;1965 – A VOZ DO SANGUE, de Augusto Fraga – Manuel Queirós/Cinedex – 102 m&lt;br /&gt;1967 - CAPITÃO SINGRID, de Jean Leduc – S.C. Lyre, Les Films de l’Olivier, Filipe Solms – 85 m&lt;br /&gt;1968 - O AMOR DESCEU EM PÁRA-QUEDAS, de Constantino Esteves – Manuel Marques – 108 m&lt;br /&gt;1968 – ESTRADA DA VIDA, de Henrique Campos – Jorge Gonçalves /Estidio 8 – 90 m&lt;br /&gt;1969 – KNOCK-OUT, de Viriato Barreto, Courinha Ramos – 100 m&lt;br /&gt;1969 - O ROMANCE DO LUACHIMO, de Baptista Rosa – Diamang – 140 m&lt;br /&gt;1970 – LIMPOPO, de Jorge de Sousa – Jorge de Sousa – 90 m&lt;br /&gt;1971 – O ZÉ DO BURRO, de Eurico Ferreira – Filmlab – 96 m&lt;br /&gt;1971 – GRANDE, GRANDE ERA A CIDADE, de Rogério Ceitil (e Lauro António) – Rogério Ceitil – 60 m (cortado)&lt;br /&gt;1972 – DEIXEM-ME AO MENOS SUBIR ÁS PALMEIRAS, de Joaquim Lopes Barbosa – Courinha Ramos – 85 m&lt;br /&gt;1972 - ESPLENDOR SELVAGEM, de António de Sousa – António de Sousa - 105&lt;br /&gt;1972 – SAMBIZABGA, de Sarh Maldoror – Isabelle Films – 96 m&lt;br /&gt;1972 - O EXPLICADOR DE MATEMÁTICA, de Courinha Ramos – Courinha Ramos . 93 m&lt;br /&gt;1973 – MALTESES; BURGUESES E ÀS VEZES…, de Artur Semedo – Artur Semedo/Sulcine – 95 m&lt;br /&gt;1974 – O VENDEDOR, de Fernando Silva e Courinha Ramos – Courinha Ramos/Somar Filmes – 90 m&lt;br /&gt;1974 - BRANDOS COSTUMES, de Alberto Seixas Santos – CPC – 72 m&lt;br /&gt;1975 – ÍNDIA, de António Faria – António Faria – 78 m&lt;br /&gt;1975 – DEMÓNIOS DE ÁLCACER QUIBIR, de José Fonseca e Costa – Tóbis Portuguesa – 91 m&lt;br /&gt;1980 – A CULPA, de António Vitorino d’ Almeida - António Vitorino d’ Almeida – 120 m&lt;br /&gt;1980 – ACTOS DOS FEITOS DA GUINÉ, de Fernando Matos Silva – Cinequipa – 81 m&lt;br /&gt;1982 – O ÚLTIMO SOLDADO, de Jorge Alves da Silva – Jorge Alves da Silva – 100 m&lt;br /&gt;1985 – UM ADEUS PORTUGUÊS, de João Botelho - João Botelho – 82 m&lt;br /&gt;1990 – NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR, de Manoel de Oliveira - Madragoa Filmes – 111 m&lt;br /&gt;1993 – AO SUL, de Fernando Matos Silva – Fábrica de Imagens – 118 m&lt;br /&gt;1995 – ILHÉU DE CONTENDA, de Leão Lopes – Vermédia – 110 m&lt;br /&gt;1997 – A TEMPESTADE NA TERRA, de Fernando d’Almeida e Silva – Cinemate /RTP – 112 m&lt;br /&gt;1997 – A SOMBRA DOS ABUTRES, de Leonel Vieira – Inforfilmes - 90&lt;br /&gt;1998 – O TESTAMENTO DO SENHOR NAPUMOCENO, de Francisco Manso - Francisco Manso – 110 m&lt;br /&gt;1999 – A HORA DA LIBERDADE, de Joana Pontes – SIC – 166 m&lt;br /&gt;1999 – INFERNO, de Joaquim Leitão – MGN – 119 m&lt;br /&gt;2000 – CAPITÃES DE ABRIL, de Maria de Medeiros - Alia Film / Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA) / JBA Productions / Mutante Filmes / P.C. Filmart / Radiotelevisão Portuguesa (RTP). 123 m&lt;br /&gt;2003 - OS IMORTAIS, de António-Pedro Vasconcelos – António Cunha Telles – 130 m&lt;br /&gt;2003 - PRETO E BRANCO, de José Carlos de Oliveira - Filmes Lusomundo&lt;br /&gt;2004 - A COSTA DOS MURMÚRIOS, de Margarida Cardoso – Filmes do Tejo – 115 m &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9179845251329536803-6518519939619466912?l=cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/feeds/6518519939619466912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/costa-dos-murmurios-do-romance-ao-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/6518519939619466912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/6518519939619466912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/costa-dos-murmurios-do-romance-ao-filme.html' title='26 de Janeiro de 2009'/><author><name>Lauro António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10809594794377056368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/Su5nTyBcTQI/AAAAAAAAIj4/FqpOJVXzQcM/s72-c/2324g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9179845251329536803.post-2389835139107542045</id><published>2009-11-02T04:01:00.001Z</published><updated>2009-11-02T05:03:40.985Z</updated><title type='text'>Workshop Calendário</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/Su5n121_iAI/AAAAAAAAIkA/e7w-ecjyDx0/s1600-h/cartazcinemaeliteraturanovo.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 421px; DISPLAY: block; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399367178216507394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/Su5n121_iAI/AAAAAAAAIkA/e7w-ecjyDx0/s400/cartazcinemaeliteraturanovo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9179845251329536803-2389835139107542045?l=cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/feeds/2389835139107542045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/workshop-calendario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/2389835139107542045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9179845251329536803/posts/default/2389835139107542045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemaeliteraturaeuropeia.blogspot.com/2009/11/workshop-calendario.html' title='Workshop Calendário'/><author><name>Lauro António</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10809594794377056368</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2R3MJ0Y9LVY/Su5n121_iAI/AAAAAAAAIkA/e7w-ecjyDx0/s72-c/cartazcinemaeliteraturanovo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
